150 drones marcaram o arranque oficial da edição deste ano do Festival de Luz, que aposta na internacionalização e renovação. A DST prevê um acréscimo entre 5% e 8% nos visitantes do evento, que incluiu mais zonas tradicionais no seu programa e dá enfâse à gastronomia
Liane Ferreira
O quarto Festival de Luz de Macau já arrancou sob o tema “Viagem no tempo” e uma aposta inteiramente renovada, segundo a directora dos Serviços de Turismo (DST). De acordo com o jornal “Exmoo News”, Maria Helena de Senna Fernandes espera que esta edição possa atrair mais visitantes, prevendo-se um aumento entre 5% e 8%. Em termos orçamentais, o evento manteve-se ao mesmo nível de 2017, com gastos de cerca de 18,5 milhões de patacas.
A directora destacou que o festival pretende unir os pontos turísticos de diferentes zonas da cidade, enriquecendo as opções para entretenimento nocturno e prolongando o tempo de estadia dos visitantes. Ao mesmo tempo, visa oferecer uma experiência mais aprofundada sobre as características das diferentes zonas da cidade.
“Este ano continuamos empenhados em inovar, concebendo uma série de novos elementos e formatos para os espectáculos. Pela primeira vez, convidámos equipas de produção de efeitos de luz de Portugal, Bélgica e Macau para criar e produzir três espectáculos de vídeo ‘mapping’ diferentes, para projecção nas Ruínas de São Paulo, numa aposta inteiramente renovada do evento, esperando-se que ajude a internacionalizar o festival”, declarou a responsável.
A cerimónia de abertura foi marcada pelo espectáculo de vídeo “mapping” com 150 drones, uma estreia no evento.
O festival vai decorrer até 31 de Dezembro, das 19h às 22h, com o último espectáculo de vídeo “mapping” a começar às 21h50. No último dia do ano, as instalações luminosas no Anim’Arte Nam Van estarão ligadas até às 00h10.
Este ano, existem três percursos temáticos, cobrindo uma área extensa, que inclui 11 locais em cinco zonas e novos pontos, como o Pátio de Chôn Sau, a Rua das Estalagens, a Rua dos Ervanários, e o Largo do Pagode do Bazar, a par do Jardim de Luís de Camões e a Calçada da Igreja de São Lázaro. No percurso “Sabor do Tempo”, que passa pelas Casas Museu da Taipa, foram acrescentados o Mercado Municipal da Taipa, o Templo de Pak Tai e o espaço à sua frente.
A gastronomia faz parte do programa e dos percursos, pois além de integrar os espectáculos, também foram instaladas “Rulotes de Comida x Iluminação” e um mercado nocturno.
As Ruínas de São Paulo servem de palco de três espectáculos de vídeo “mapping” criados pelas equipas de produção de Portugal, Bélgica e Macau. Os outros dois espectáculos são da autoria de equipas de produção locais, um dos quais “Macau Cintilante”, na Igreja de S. Domingos e “À Procura das Memórias dos Sabores”, no espaço em frente ao Templo Pak Tai, que permite ao público compreender a cultura e os hábitos gastronómicos de Macau.



