Na sexta-feira e no sábado, o clássico “O Lago dos Cisnes” vai subir ao palco do CCM, numa apresentação do Ballet de Xangai com criação do coreógrafo britânico e director artístico Derek Deane. O espectáculo oferece, segundo o Instituto Cultural, “uma interpretação fresca e deslumbrante”. As peças locais “A Velha Casa das Orquídeas” e “A Noite de Zheng Guanying – Dança Teatro Ambiental” decorrem também durante o próximo fim-de-semana
O bailado “O Lago dos Cisnes”, pelo Ballet de Xangai, promete “deslumbrar” o público nas próximas sexta-feira e sábado, ao início da noite, um programa integrado no 36º Festival de Artes de Macau (FAM). O espectáculo sobe ao palco do Grande Auditório do Centro Cultural de Macau (CCM), às 20h00 em ambos os dias.
“Há muito que a composição clássica de Tchaikovsky cativa gerações, no entanto esta versão criada pelo coreógrafo britânico e director artístico Derek Deane oferece-nos uma interpretação fresca e deslumbrante”, refere a introdução do FAM. Conhecido pela capacidade de combinar técnica clássica com expressões contemporâneas, “desta vez Deane também inova ao juntar em palco um impressionante conjunto de cisnes cintilantes, o dobro do número habitualmente apresentado em outras produções”, pode ler-se.
O Ballet de Xangai, em colaboração com o coreógrafo britânico, apresenta, assim, “uma interpretação deslumbrante” do clássico, numa produção oferece ao público “uma experiência de actuação com maior profundidade e dimensão”, aponta o Instituto Cultural (IC). De acordo com o organismo, “o estilo artístico ecléctico, elegante e refinado do Ballet de Xangai, aliado à cenografia e aos requintados figurinos, resulta numa produção de grande impacto visual e poder estético”, com duração de quase duas horas e meia, incluindo intervalo.
No sábado e no domingo serão ainda apresentadas duas obras locais. Tendo estreado no 23º Festival Fringe, a peça de teatro “A Velha Casa das Orquídeas” pela Associação de Arte Teatral Dirks, regressa ao FAM deste ano no Estúdio II do CCM. Combinando narrativa, teatro e música ao vivo, a peça conta a trágica vida da protagonista, ligada ao tráfico de cules.
“A Velha Casa das Orquídeas” inspira-se em acontecimentos históricos para contar uma história de tráfico humano e percursos que mudam, revelando um episódio que ainda perdura na memória da cidade, mas que se vai desvanecendo.
Segundo a descrição do espectáculo, Cheang Hoi chega a Macau em busca de uma vida melhor, mas acaba por ser enganado e vendido para o estrangeiro como “leitão” – um termo usado para designar trabalhadores vítimas de tráfico. “À medida que é passado de lugar em lugar, o seu destino dá uma reviravolta inesperada: aquele que foi vendido torna-se vendedor”, pode ler-se.
A peça é interpretada em cantonense, com legendas em chinês e inglês, e tem duração de aproximadamente uma hora.
Por sua vez, o espectáculo “A Noite de Zheng Guanying – Dança Teatro Ambiental” pela Associação de Dança Hou Kong, levará o público mais uma vez à Casa do Mandarim, classificada como Património Mundial da UNESCO. Ao percorrer diferentes espaços da histórica mansão, a peça testemunha a viagem interior de Zheng Guanying quando se refugiou em Macau para escrever a sua obra seminal “Advertências em Tempos de Prosperidade”.
O ponto de encontro para é no Largo do Lilau. Este espectáculo já está esgotado na sexta-feira (19:30), havendo ainda bilhetes para domingo, à mesma hora.
Com cerca de uma hora, o IC recomenda que, para este teatro dança, que “envolve a deambulação do público pela casa”, o público use roupa e calçado confortável.
Por outro lado, segundo o IC, o passatempo com prémios “Captivating Moments – Step into the Magic of ‘Swan Lake’” foi lançado na página do FAM no Facebook, sendo bem-vinda a participação do público que se pode habilitar a ganhar prémios oferecidos pela Air Macau e pelo Banco da China (Macau). O passatempo termina às 23:59 de amanhã.
C.P.






