Mais de três dezenas de empresas do exterior manifestaram vontade de se estabelecer em Macau ou de expandir os negócios para os países lusófonos através da RAEM. Por outro lado, cerca de 50 empresas estão interessadas em abrir a “primeira loja” no território. Os planos foram divulgados durante a realização da Feira de Produtos de Marca de Guangdong e Macau, na qual se registaram mais de 270 encontros comerciais e onde foram assinados 49 acordos de cooperação

 

VÍTOR REBELO

 

A Feira de Produtos de Marca da Província de Guangdong e Macau (GMBPF) encerrou ontem, na Cotai Expo do Venetian, depois de quatro dias dedicados à venda de mais de 10 mil géneros de especialidades gastronómicas e produtos de cuidados de saúde inteligentes, de Guangdong, Macau e dos países e regiões abrangidos pela iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”.

Na manhã de ontem, o presidente do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) disse que, “entre as mais de 70 empresas com quem as autoridades entraram em contacto, quase 30 manifestaram uma forte intenção de se estabelecer na RAEM ou de expandir os negócios para os países lusófonos através de Macau”. Simultaneamente, acrescentou Alex Che, “50 a 60 empresas estão interessadas em abrir a primeira loja” em Macau.

O responsável expressou ainda à imprensa chinesa que “o Governo já levou alguns expositores tailandeses e indonésios a visitar in loco zonas comerciais em Macau, na esperança de promover ainda mais o desenvolvimento da ‘primeira loja’ na RAEM”.

Por seu turno, Jacinto Luiz, vogal do Conselho Administrativo do IPIM, afirmou à margem de uma das sessões temáticas que o Executivo “está a promover activamente a extensão da função da RAEM enquanto plataforma sino-lusófona para os países de língua espanhola, com o objectivo de atrair mais empresas para expandir os seus negócios”.

Adiantou também que as autoridades irão promover dois trabalhos de sinergia entre indústrias e serviços, e outro de desenvolvimento sinérgico com Hengqin, organizando empresas locais e do Interior para visitarem os países de língua portuguesa e espanhola. O objetivo “é que essas empresas estabeleçam contactos e cooperação com homólogas daqueles países”, declarou.

O evento, que contou com a participação de 459 empresas expositoras distribuídas por seis zonas de exposição, ofereceu diversas promoções de vendas, experiências interactivas, espectáculos artísticos e culturais, bem como um sorteio com prémios num valor total de mais de dois milhões de patacas.

Subordinada ao tema “Novas Oportunidades da Economia Prateada, Um Novo Capítulo para uma Vida Saudável”, a GMBPF visou criar uma “plataforma pragmática e eficiente de parcerias, no âmbito de convenções, exposições e comércio”, segundo refere o IPIM em comunicado.

No primeiro dia, destinado exclusivamente a visitantes profissionais, num total de cerca de 1.200, foram realizados mais de 270 encontros comerciais e assinados 49 acordos de cooperação em áreas como big health, convenções e exposições, desporto, restauração e equipamentos de cozinha.

De entre as áreas temáticas espalhadas pela feira, destaque para o Pavilhão de Exposição de Cuidados e Bem-Estar Inteligentes para a Terceira Idade, assim como a nova zona de Experimentação Gourmet, que reuniu 18 nomes da gastronomia internacional, entre os quais pratos tradicionais de rua de Singapura, Tailândia, Indonésia e Myanmar.

O recinto recebeu ainda gastronomia macaense, estabelecimentos tradicionais de cozinha vegetariana, petiscos coreanos, sobremesas francesas e restauração halal, além de demonstrações culinárias ao vivo realizadas por chefs de prestígio.