Depois de Ma Iao Lai lançar a semente, seguido do Gabinete do Secretário para a Segurança, agora mais duas associações vieram defender um reforço da segurança nacional em Macau. Para a FAOM, não só se deve reforçar a educação, como também se deve criar um departamento especializado para esse trabalho. Já a Associação Geral dos Chineses Ultramarinos considera que Macau tem mais responsabilidade na defesa da segurança do Estado por ser a porta da China para a sociedade internacional
Viviana Chan
A sensibilização de segurança nacional deve ser reforçada no território, defendeu o vice-presidente da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM). Fong Ka Fai apontou que o conceito de segurança nacional contém vários aspectos em termos de segurança da sociedade, segurança cultural, económica e nuclear.
“Embora haja a lei que protege a segurança nacional, falta um departamento responsável pela execução, falta ainda aperfeiçoar a lei para garantir a segurança cibernética. Portanto, continua a existir uma lacuna na lei na defesa de segurança nacional”, referiu.
De acordo com o jornal “Ou Mun”, Fong Ka Fai falou ainda do reforço na educação, indicando que a segurança nacional não é responsabilidade só do Estado, mas também de todos os cidadãos. Nesse sentido, o responsável pela FAOM considera que as associações e as escolas de Macau devem cooperar mais para promover conceito de segurança do Estado.
A Associação Geral dos Chineses Ultramarinos de Macau também veio a público defender a mesma ideia. O presidente da referida associação, o deputado de Macau na Assembleia Nacional Popular, Lao Ngan Leong, salientou que a China está cada vez mais aberta, o que pode facilitar a circulação de estrangeiros. Na sua observação, este facto aumenta os riscos para a segurança nacional.
Além disso, referiu que a construção da Grande Baía pode ser desafiante, uma vez que o plano visa desenvolver uma maior abertura económica.
Lao Ngan Leong disse ao mesmo jornal que “sendo Macau uma porta da sociedade internacional para a China, deve assumir ainda mais responsabilidades na defesa da segurança do Estado”.
O primeiro a falar sobre este assunto foi Ma Iao Lai, seguindo-se depois o Gabinete do Secretário para a Segurança com um texto, onde referia ser necessária uma estrutura de topo para garantir a defesa da segurança nacional.



