A dificuldade em encontrar um local para construir instalações de reserva de energia está a atrasar o processo de expansão das redes de gás natural no território
Face à aproximação do fim de contrato de concessão do serviço público de importação e transporte de gás natural à empresa Energia Sinosky, que será em 2021, o deputado Ho Ion Sang questionou em Assembleia Legislativa o ponto de situação, dizendo que “a sociedade questiona a política de gás natural, uma vez que os resultados não correspondem ao previsto”.
As redes de gás natural nas vias principais do COTAI têm uma taxa de cobertura de 98%, sendo de 22% em Macau. Na Península, o plano para rede de gasodutos de gás natural enfrenta problemas. De acordo com um representante do Governo presente na Assembleia Legislativa, “na Taipa temos de instalar uma conduta que faça ligação a Macau, e em Macau temos de ter instalações”.
A dificuldade, frisou o Secretário Raimundo do Rosário, deve-se à falta de um local que seja adequado e aceite por todos. “Quando se fala de energia o problema é sempre o mesmo. Ninguém quer essa estação [de abastecimento] ao lado da sua casa”, lamentou.
Para além disso, Ho Ion Sang explicou que a Sinosky afirmou que o preço de compra tem sido mais elevado do que o da venda, causando prejuízos económicos, ao que o representante do Governo mencionou ser necessário falar com a concessionária para encontrar uma solução que reflicta as mudanças de custos.
O Executivo planeia promover o uso de gás natural em prédios de serviços públicos, como as habitações públicas e a Universidade de Macau, para além das instituições de cuidados de saúde das Ilhas. “Ao nível da legislação estamos a preparar-nos para isto. Vamos facilitar a opção de usar este gás natural. E incentivar a concessionária para fazer mais sensibilização”, disse.
S.F.



