Acusado de se ter aproveitado da sua posição para solicitar e receber vantagens ilícitas de uma operadora de transporte marítimo, o ex-chefe do Departamento de Gestão Portuária da DSAMA foi ontem condenado a prisão efectiva de dois anos e seis meses. Porém, pretende apresentar recurso. O Tribunal Judicial de Base também condenou o gerente-geral da empresa em causa a um ano de prisão
Rima Cui
O Tribunal Judicial de Base condenou ontem Ip Va Hong, ex-chefe do Departamento de Gestão Portuária da Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA), a uma pena de prisão efectiva de dois anos e seis meses, pelos crimes de corrupção passiva e abuso de poder.
O advogado de Ip Va Hong afirmou em tribunal que irá apresentar recurso. Segundo o “Ou Mun Tin Toi”, o tribunal aceitou uma parecer do Ministério Público e decidiu-se pela medida de apresentação periódica.
Relativamente aos restantes dois arguidos, o gerente-geral da companhia de barco, de 52 anos de idade, foi condenado a prisão efectiva de um ano por corrupção. Um indivíduo de 25 anos que tinha apresentado provas falsas no caso vai cumprir nove meses de prisão com pena suspensa de 18 meses. Entre os três arguidos, apenas o ex-chefe da DSAMA compareceu na audiência de julgamento.
De acordo com a acusação, entre 2012 e 2015, o arguido em causa aproveitou-se da sua posição para solicitar e receber de um responsável de uma operadora de transporte marítimo de passageiros bilhetes de “jetfoil”, alojamento de hotel, comida e bebida em restaurantes e outras vantagens ilícitas. Além disso, terá exigido postos de trabalho para familiares e o terceiro arguido nessa empresa.



