A Associação de Antigos Alunos da Escola Comercial Pedro Nolasco pretende retomar os contactos com o Clube Lusitano de Hong Kong, estando inclusivamente pensada uma visita à RAEHK no final do Verão. José Basto da Silva manifestou ainda a intenção de continuar com as aulas de culinária macaense e as sessões de histórias na Fundação Rui Cunha. A próxima tem como protagonista Carlos Marreiros

Inês Almeida

Embora os membros da Associação dos Antigos Alunos da Escola Comercial Pedro Nolasco (AAAEC) estejam a enfrentar um período atarefado, a associação pretende continuar com a “parceria” com a Fundação Rui Cunha organizando um evento “pelo menos de dois em dois meses ou de três em três”.

“Temos também, na quinta-feira, a sessão do Instituto Internacional de Macau com quem também estamos a colaborar, sobre o 24 de Junho. À parte disso, no ano passado fizemos um chá dançante, não sei se conseguiremos fazer isso e manter os cursos de culinária que neste momento estão parados por falta de disponibilidade mas é para manter”, contou o presidente da AAAEC à TRIBUNA DE MACAU.

Além disso, avançou José Basto da Silva, a associação pretende investir numa intenção já antiga. “Uma das coisas que pretendemos fazer este ano, que já foi discutida nas nossas reuniões, é retomar os contactos com o Clube Lusitano. Gostávamos de juntar um grupo de sócios da Associação e fazer um jantar no Clube Lusitano com alguns dos antigos alunos da Escola Comercial residentes em Hong Kong”.

O contrário é também uma possibilidade. “Numa altura que possam vir a Macau, também gostávamos de fazer um passeio pela cidade, pelos pontos históricos, e um jantar convívio. É algo que está nos nossos planos mas ainda precisa de ser trabalhado”. O encontro em Hong Kong deverá acontecer “antes das férias de Verão ou logo a seguir, em Setembro ou início de Outubro”.

Memórias junto ao mar

Na quarta-feira, a AAAEC retoma as sessões na Fundação Rui Cunha com uma conversa intitulada “Memórias de um aluno junto ao mar, através de uma janela voltada para um jardim”, protagonizada pelo arquitecto Carlos Marreiros e moderada por José Basto da Silva.

“Temos tido sempre oradores convidados que falam sobre como nasceu a Escola Comercial, como foi a sua evolução e a importância que teve para a comunidade macaense e não só. No Delta do Rio das Pérolas, muitos dos alunos formados pela escola tiveram um papel preponderante no desenvolvimento económico de Macau, Hong Kong, Xangai e por aí fora porque eram profissionais especializados em economia”, frisou José Basto da Silva.

No entanto, Carlos Marreiros nunca foi aluno da Escola Comercial. “Precisamente, ele poderá fazer uma abordagem mais do ponto de vista de quem esteve noutro lado, no Liceu. Havia rivalidades, namoros, intrigas, pancadaria, coisas normais. No fundo, ele acabou por conviver com pessoas da Escola Comercial e é uma pessoa interessante de ouvir”.

“Noutra valência, poderá também contar histórias da Escola que talvez não tenhamos abordado até agora”, acrescentou, adiantando que na sessão também serão apresentadas várias fotografias.

Economia “azul” em análise na Fundação Rui Cunha

A Fundação Rui Cunha recebe na quarta-feira, pelas 18:30, a conferência “Cooperação no quadro do desenvolvimento sustentável do Oceano e das Zonas Costeiras”. A sessão é realizada em parceria com o Instituto de Estudos Europeus e terá como orador convidado João Fonseca Ribeiro, ex-director geral de Política do Mar em Portugal e sócio fundador e gerente da “Blue Geo Lighthouse Lda”. A moderar estará o secretário-geral adjunto do Secretariado Permanente do Fórum Macau, Rodrigo Brum. Serão abordados temas como “a economia azul e as abordagens à governação do oceano e às alterações climáticas, o papel da cooperação internacional para o desenvolvimento neste domínio e a implementação de programas específicos e a oportunidade para a cooperação entre a China e os Países de Língua Portuguesa na área do mar”. A sessão decorrerá em Português com tradução simultânea para cantonês.