O Secretário para a Economia e Finanças não chegou a revelar se pretende ou não candidatar-se a Chefe do Executivo, no entanto, as suas palavras no encerramento do debate das LAG da sua tutela soaram a despedida. Lionel Leong salientou a resiliência de Macau e das suas gentes e disse esperar ter deixado um “pequeno contributo” para a RAEM
Liane Ferreira
A fechar o segundo dia de debate das Linhas de Acção Governativa para 2019 na área da Economia e Finanças, numa sessão liderada pelo vice-presidente da Assembleia Legislativa Chui Sai Cheong, o Secretário Lionel Leong deixou uma nota final em tom de despedida, não fosse este o ano que antecede as eleições para o novo Chefe do Executivo.
“Há cada vez mais incertezas, vamos manter estabilidade entre os desafios, prevenir-nos de perigos (…) Queremos um desenvolvimento de qualidade, mas temos de ter uma mentalidade nova, um novo raciocínio e encontrar meios para inovar. Isso cabe a todos”, afirmou, salientando que o objectivo a seguir é do desenvolvimento económico assente na melhoria da vida da população e “tudo o que é em prol da sociedade é para dar continuidade”.
“Macau e as suas gentes são resilientes, e as pessoas com quem contactei enriqueceram a minha vida profissional”, disse, antes de concluir: “Espero ter dado um pequeno contributo para Macau”.
Imediatamente antes destas declarações, o Secretário fez questão de repescar a questão lançada por Sulu Sou na segunda-feira sobre uma possível candidatura a Chefe do Executivo, o que iria requerer que abandonasse a Secretaria da Economia e Finanças mais cedo. No entanto, a resposta não foi directa.
“Independentemente do governante e da área de governação, quando pensamos nas LAG não é apenas para este mandato. Qualquer pessoa que fique no cargo vai dar continuidade às politicas”, respondeu Lionel Leong.
Estudo da Lei Sindical revelado até Junho
Depois do Executivo ter sido pressionado na segunda-feira a avançar pormenores sobre o estudo da Lei Sindical, o director dos Serviços para os Assuntos Laborais levantou ontem um pouco do véu. “Acredito que no segundo trimestre de 2019 vamos terminar o estudo das condições da Lei Sindical, e entregá-lo no Conselho Permanente de Concertação Social para discussão”, disse Wong Chi Hong. Os deputados Ng Kuok Cheong, Au Kam San e Sulu Sou tinham destacado a importância do diploma, recordando que é “uma missão constitucional consagrada na Lei Básica”.



