“A Boda”, uma peça original da D’As Entranhas Macau – Associação Cultural, vai estar em cena nos próximos dias 18 e 19, na “Black Box” do Antigo Tribunal. Tem encenação, dramaturgia e encenação de Vera Paz
A D’As Entranhas Macau – Associação Cultural apresentará o espectáculo “A Boda” nos próximos dias 18 e 19 de Dezembro, pelas 20:30, na “Black Box” do Antigo Tribunal.
O espectáculo é uma criação original da associação sobre a solidão. “Uma mulher presa numa espiral temporal de fragmentos – narrativas incompletas, imagens e memórias de um amor que acabou. Um corpo que vagueia num espaço-tempo claustrofóbico de clausura interior”, indica uma nota de imprensa.
Segundo a associação, a dramaturgia é construída a partir de “A Voz Humana” de Jean Cocteau, Brecht e de autores portugueses contemporâneos, como Florbela Espanca, Sophia de Mello Breyner, António Lobo Antunes e Lúcia Sigalho.
Com uma “forte componente” plástica e sonora, “A Boda” tem a duração de 45 minutos sem intervalo. A encenação, dramaturgia e interpretação são de Vera Paz.
Sobre o processo criativo, a D’As Entranhas refere que desenvolve uma dramaturgia experimental. “Todas as peças são originais, baseadas em universos diferenciados e os processos criativos são elaborados em conjunto entre a Companhia e os actores. É um processo em aberto, interdisciplinar e de laboratório”, refere.
Sublinhando que a base de criação do espectáculo é a “improvisação”, a associação aponta ainda que muitas histórias são pessoais, outras ficcionadas, “narrativas intrincadas que se cruzam num emaranhado de sequências como num filme”.
“Todos os elementos da obra – texto, som, música, luz, vídeo, – são lançados num jogo uns com os outros. Através da acção recíproca dos vários elementos do espectáculo, surge o espectáculo em si. Nessa montagem alternada, às vezes ocasional, às vezes minuciosa, às vezes acidental, surge a criação. O público é a última peça de todo este processo. É para quem tudo é feito e é também quem faz a união de tudo, e dá sentido ao objecto artístico”, pode ler-se.
A peça “A Boda” tem o patrocínio do Instituto Cultural e o apoio institucional do Instituto Português do Oriente.



