A directora do Colégio Perpétuo Socorro, um dos dois estabelecimentos de ensino locais que usam material didáctico de conhecimento geral de Hong Kong, admitiu ter sido contactada pela DSEJ, porém, garantiu que o organismo não fez qualquer pressão sobre essa matéria. Admitiu ainda assim que o manual é “muito patriótico”, mas tem “conteúdos equilibrados”, não destacando apenas os êxitos
Rima Cui
O director dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) disse ontem que duas escolas da Diocese estão a recorrer a material didáctico de conhecimento geral de Hong Kong que inclui relatos de uma situação em que alunos “ocupam o recreio” para fazer pedidos. Lou Pak Sang afirmou que comunicou pessoalmente com responsáveis de ambas as escolas.
A directora do Colégio Perpétuo Socorro Chan Sui Ki, um dos estabelecimentos de ensino que recorre a este manual, asseverou que o colégio não está sujeito a qualquer pressão imposta pela DSEJ e garantiu que a escola segue sempre o princípio da autonomia do ensino, com incentivo por parte da DSEJ.
Margaret Cheung assegurou que a escola que dirige não recorre a todos os conteúdos incluídos neste material didáctico mas antes escolhe algumas partes que descrevem de forma clara informações sobre o país, a bandeira, o hino e outros aspectos.
Ainda elogiou o livro por ser “muito patriótico”, mas também por “possuir conteúdos equilibrados” e “não destacar meramente os êxitos”. “A nossa intenção é fazer com que os alunos conheçam o país, tal como conhecessem os seus familiares, que têm tanto qualidades como defeitos”, defendeu, citada pelo “All About Macau”.
A directora considera que o manual consegue fomentar o pensamento crítico dos alunos, transmitir conhecimentos jurídicos e ainda sobre direitos civis através de exemplos práticos. Ao mesmo tempo, os estudantes têm sido ensinados que “a violência é errada”. Margaret Cheung indicou ainda que “apenas 1% dos conteúdos envolve fenómenos não ideais e anormais da sociedade”.
A mesma responsável ressalvou que uma escola e um Governo responsáveis, no contexto actual, não têm como “não comunicar um com o outro”.



