O formulário de candidatura para habitação económica em Português apresentava um erro de tradução que obrigou o Instituto de Habitação a retirar o documento do site, garantindo a este jornal que será corrigido o mais rápido possível. O problema foi denunciado à TRIBUNA DE MACAU pelo deputado Sulu Sou, receando que o problema pudesse provocar consequências graves aos agregados familiares que não sabem ler Chinês. O Instituto assegura não ter registado qualquer problema devido ao erro

 

Viviana Chan

 

Um erro na tradução para Português num formulário de declaração para candidatura de habitação económica no site do Instituto de Habitação (IH) gerou receios de poder induzir os candidatos que não sabem ler Chinês a prestar declarações falsas, que não correspondem aos critérios da candidatura. Depois de ter tido conhecimento do erro através deste jornal, o IH acabou por retirar o formulário do site e garantiu que vai fazer a devida correcção.

O erro na tradução encontra-se no formulário em Português, onde o candidato é questionado sobre se “é promitente-comprador ou proprietário de imóvel habitacional”. No entanto, na versão chinesa a pergunta também é feita no passado: é ou já foi promitente-comprador ou proprietário de prédio urbano, fracção autónoma ou terreno destinado a habitação.

De acordo com a actual Lei de Habitação Económica, proprietários de imóveis estão impedidos de se candidatar e um antigo proprietário só pode fazê-lo cinco anos depois de vender o imóvel.

Numa resposta à TRIBUNA DE MACAU, o IH assegurou que os candidatos não serão acusados de prestar declarações falsas por causa do problema e salientou que mesmo que se registe um problema com a informação submetida, o IH fala sempre pessoalmente com os candidatos para analisar a situação. Para além disso, o Instituto assegurou que, até ao momento, não registou qualquer caso em que o agregado familiar tenha sido afectado por causa de um erro na tradução.

O erro foi denunciado à TRIBUNA DE MACAU pelo deputado Sulu Sou, que tinha sido contactado por um cidadão receoso de que esse problema tivesse consequências graves para os agregados familiares candidatos. Por um lado, havia o receio de que pudessem perder a fracção de habitação económica e, por outro, de serem alvo de acusação judicial por declaração falsa.

Na resposta ao queixoso, o Instituto pediu esclarecimentos, assegurando que não precisa de estar preocupado com a possibilidade de ser alvo de uma acusação pela declaração.