A Escola Portuguesa de Macau superou a média nacional em quase todos os exames, tanto do 9º ano como do 12º. Apenas as classificações nas provas de Biologia e Geologia e de Filosofia seguiram a tendência contrária. Manuel Machado diz-se satisfeito com os resultados
Inês Almeida e Salomé Fernandes
Os resultados da primeira fase dos exames nacionais do final do terceiro ciclo e do ensino secundário mostram que a Escola Portuguesa de Macau (EPM) seguiu “mais ou menos a tendência nacional no que respeita a subidas e descidas” das médias, indicou o presidente da direcção. “Continuamos acima das médias nacionais em determinadas disciplinas. Uma disciplina que todos os alunos do 12º têm de fazer obrigatoriamente exame é o Português e a nossa média foi de 12,7 valores. A média nacional foi de 11 valores”, destacou Manuel Machado à TRIBUNA DE MACAU.
Na Matemática A, a média da EPM fixou-se em 12,9 valores, contra 10,9 a nível nacional. “Há obviamente dispersão por outras disciplinas, nomeadamente Físico-Química, em que também tivemos uma média superior à nacional. A média foi de 13 valores, e a nacional de 10,6”.
Na EPM, como a nível nacional, houve disciplinas cuja média diminuiu. “Ficámos um bocadinho abaixo da média nacional, nomeadamente a Biologia e Geologia, mas mesmo assim com média positiva, e a Filosofia também”, apontou Manuel Machado.
Apenas na disciplina de História a média foi negativa, tal como a nível nacional. “Não sei exactamente porquê. Sendo uma tendência que se verificou a nível nacional, naturalmente, terá a ver com o tipo de prova elaborado. Isto é uma análise muito simplista”, apontou o presidente da direcção que, no geral, se mostra “satisfeito” com os resultados, uma vez que, exceptuando a disciplina de História, “todas as outras têm média positiva e quanto melhores forem os resultados, mais satisfeitos os professores ficam”.
Em contrapartida, a EPM registou médias positivas na Matemática A, disciplina em que as notas costumam ser menos boas. “O que justifica para mim sempre os bons resultados tem a ver com o trabalho desenvolvido pelos alunos, pelos professores, com o tipo de prova e o conteúdo”, frisou Manuel Machado. Além disso, “não podemos nunca esquecer que as médias avaliam o trabalho desenvolvido ao longo de duas horas e meia, numa situação em concreto, que é a de exame, que não corresponde à situação normal em termos de sistema nervoso”.
Nas provas finais do 9º ano a EPM manteve médias positivas e superiores às nacionais. “No Português a média nacional é de 66% e a nossa é de 71,9%. A Matemática a média nacional é de 47% e a nossa foi de 53,2% Mantivemos nota positiva”, realçou, adiantando que, em breve, os professores da EPM vão reunir-se para analisar os resultados obtidos.
EPM “animada” por campos de férias
Por outro lado, em período de pausa lectiva para crianças e jovens que não têm de se submeter a exames nacionais, a EPM acolherá três campos de férias. “Existe um campo de férias a decorrer na EPM que teve início no dia 9 de Julho, organizado pela EPM. Agora, o que acontece é que a EPM também emprestou as suas instalações para a realização de campos de férias da Casa de Portugal e da Associação de Pais do Jardim de Infância D. José da Costa Nunes”, contou Manuel Machado.
Para a primeira semana do campo de férias organizado pela EPM inscreveram-se 20 crianças e para a segunda 18. “Na primeira semana, de 9 a 13, as actividades foram jogos tradicionais, dança criativa, expressão plástica, escola de futebol, laboratórios, passeios, escalada, música e expressão físico-motora”.
Na segunda semana “há também expressão plástica, música, dança criativa, jogos tradicionais, culinária, portanto, as actividades são sensivelmente as mesmas”. “Aquilo que é trabalhado não é igual na primeira e na segunda semana, senão, seria muito monótono para as crianças que estão as duas semanas na escola, mas oferecemos as mesmas actividades”, explicou Manuel Machado.
O campo de férias da EPM conta apenas com duas crianças que não são alunas da escola, pois estão ainda no infantário. As actividades terminam no dia 20. De qualquer modo, as instalações só podem ser usadas até 10 de Agosto porque, além das obras já em curso, estão planeadas outras que exigem que o estabelecimento esteja liberto de actividades. Segundo Manuel Machado, são obras de manutenção, arranjo da fachada, madeiras, canalizações e instalações eléctricas de salas.



