O Conselho de Curadores da Fundação da Escola Portuguesa de Macau deu ontem parecer favorável aos planos do Conselho de Administração para o próximo ano lectivo, noticiou a Rádio Macau. Apesar da instituição estar prestes a atingir a capacidade máxima, há consenso sobre a abertura a mais alunos

 

A falta de espaço na Escola Portuguesa de Macau (EPM) “é uma realidade que teremos de enfrentar já no próximo ano lectivo”, apontou Edith Silva à Rádio Macau. Segundo a presidente do Conselho de Curadores e ex-directora da EPM, “a direcção da escola conta ter acima de 600 alunos, o que já não comportamos – até em termos de espaços de recreio”.

Com a Fundação da EPM a apontar a abertura de um novo edifício na escola para 2023, Edith Silva considera que a falta de espaço “é um assunto que tem de ser estudado e resolvido pela direcção da escola, nos próximos meses”. De qualquer modo, sublinhou que “o Conselho de Curadores apoia totalmente a abertura da escola à sociedade de Macau”.

Para o ano lectivo 2018/2019, estão a ser equacionadas pequenas obras e reparações no estabelecimento de ensino e admite-se a possibilidade de recorrer a espaços exteriores para dar resposta à procura, uma ideia que, segundo referiu a Rádio, conta com o apoio dos curadores.

O objectivo da EPM é ser a grande referência para o ensino da língua e cultura portuguesa, o que implica aceitar mais alunos, frisou Edith Silva. “Toda a gente reconhece que a EPM é uma escola de mérito, com qualidade – daí existirem tantos alunos de língua materna não portuguesa à nossa procura. É objectivo da EPM ser o grande embaixador da língua portuguesa e da nossa cultura”, defendeu, acrescentando que “os objectivos estão a ser atingidos e a direcção da escola está a fazer um belíssimo trabalho – falta encontrar soluções para os problemas do dia-a-dia”.

Por outro lado, a Fundação da EPM, presidida por Roberto Carneiro, pretende alargar o ensino do português a escolas da China, mas o Conselho de Curadores, que ontem esteve reunido, entende que a prioridade deve ser Macau. “Primeiro temos de olhar para a nossa escola, para a realidade de Macau. Em Macau, ainda há muito que fazer: abrir a nossa escola a outra comunidade, promover um maior intercâmbio com as outras escolas e até apoiar a RAEM na difusão da língua e cultura portuguesa (…). Esse é o nosso grande objectivo. Em termos futuros, a missão Fundação da EPM pode abrir novos horizontes. Mas isto é em termos futuros”.