Em resposta a Sulu Sou, que questionava o nível de qualidade e participação de profissionais em cursos de formação de ensino especial, a DSEJ garantiu que a maioria trabalha em escolas com educação integrada. Além disso, sublinhando que existem 1.800 vagas para 1.300 alunos, o organismo garante que a oferta é suficiente

 

Rima Cui

 

No ano lectivo 2017/2018, cerca de 600 turmas em 49 unidades escolares disponibilizaram serviços de ensino integrado, oferecendo cerca de 1.800 vagas, revelou a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ), em resposta ao deputado suspenso Sulu Sou. O organismo afirmou que existem actualmente 1.300 alunos em turmas integradas, entendendo por isso que “as vagas são suficientes”.

Para Sulu Sou, é preocupante que pessoas formadas em cursos de formação de ensino especial não se possam dedicar totalmente a esse trabalho, podendo haver currículos e historiais profissionais muito diferentes.

Apontando a formação do pessoal de ensino no posto de trabalho como uma parte importante do desenvolvimento profissional, a DSEJ sublinhou que, em Novembro do ano passado, 1.264 pessoas receberam certificados de educação integrada. Além disso, 221 concluíram o curso de formação de professores de apoio. Desses quadros, 1.040 estão a ensinar alunos em estabelecimentos com educação especial, frisou o organismo.

Por outro lado, os Serviços de Educação e Juventude asseguraram que vão analisar regularmente a taxa de natalidade e as mudanças no número dos alunos, por forma a planear as dimensões das turmas e a quantidade de docentes das escolas, que disponibilizam ensino integrado.

No documento, o deputado suspenso mencionou um inquérito feito pela Associação de Estudo de Ensino Especial onde é referido que 95,5% dos 331 professores de ensino integrado se sentem mais pressionados devido ao aumento do número dos alunos de ensino especial.

Na sua perspectiva, é preciso adicionar na licenciatura de educação das instituições de ensino superior locais uma disciplina obrigatória de ensino especial. Além disso, espera que o Governo apoie a abertura de uma licenciatura de ensino especial no território.