São vários os projectos delineados para 2019 pela tutela de Alexis Tam com vista a estabelecer em Macau uma “base de formação” de quadros bilingues, Chinês-Português, e generalizar, em “maior grau”, o ensino da Língua de Camões
Catarina Almeida
Para que o território se transforme numa “base de formação” de quadros qualificados em Chinês e Português, o Governo, através da tutela dirigida por Alexis Tam, pretende ampliar o âmbito do programa de ensino bilingue aos terceiros anos do ensino primário e secundário geral das escolas oficiais “generalizando, em maior grau, o ensino da língua portuguesa”.
Das metas para o próximo ano consta ainda o aumento das vagas para as bolsas especiais no âmbito do ensino superior, destinadas a apoiar os alunos que frequentem cursos de tradução Chinês-Português e outro na área da língua de Camões. Além disso, “será impulsionado o intercâmbio educativo entre Portugal e Macau e incentivada a geminação entre as escolas de ambas as partes”, lê-se no documento das LAG, onde está ainda programado o desenvolvimento do papel da Aliança para Formação de Quadros Bilingues Qualificados nas Línguas Chinesa e Portuguesa das instituições do ensino superior.
A aposta do Governo no ensino bilingue, e em particular do Português, foi destacada ontem pelo deputado Mak Soi Kun que aproveitou para elogiar a aplicação para telemóveis “Diz Lá!” desenvolvida pelo Instituto Politécnico (IPM) em Fevereiro. “Tenho de elogiar o IPM, porque li um artigo dizendo que desenvolveu uma aplicação que se chama ‘Diz Lá’ que nos ajuda a aprender Português, o que pode quebrar barreiras para aqueles que se querem dirigir os países de Língua Portuguesa”, disse, reiterando a necessidade de investir na formação de “quadros bilingues na área jurídica”.
Ademais, o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura pretende concluir dentro de dois anos o estudo sobre a criação de bolsas de mérito especiais para atrair “os melhores estudantes dos países de Língua Portuguesa e dos países da Associação nas Nações do Sudeste Asiático para frequentar cursos em Macau”, criando a longo prazo “um ambiente multicultural de aprendizagem e aumentar a internacionalização dos estudantes em Macau”.
Ainda neste âmbito, está previsto, também para 2020, o desenvolvimento de um sistema de reconhecimento de voz das línguas chinesa e portuguesa e ainda o lançamento de uma plataforma do sistema de tradução assistida por máquinas.
Por outro lado, Alexis Tam fez saber que o investimento na área da Educação será aumentado, optimizando os diversos sistemas de apoio, incluindo o subsídio para o desenvolvimento profissional e o subsídio directo ao pessoal docente.
Expansão do campus do IPM motiva concurso em 2019
Os planos de expansão do campus do Instituto Politécnico de Macau (IPM) vão conhecer novos avanços. Segundo as LAG da tutela de Alexis Tam, o concurso público será lançado já no próximo ano por forma a adjudicar as respectivas obras de construção. Será ainda estabelecida a sucursal da Academia do Cidadão Sénior do IPM, junto à Povoação Chun Su Mei, na Taipa, para expandir a educação para os residentes seniores, informou Alexis Tam.



