Dados do “Global Property Guide” mostram que Macau é o quarto mercado mundial onde os preços das casas mais subiram em 2017, depois da Islândia, Hong Kong e Irlanda
Salomé Fernandes
Macau assume a quarta posição na tabela dos mercados onde os preços das casas mais subiram, mesmo com o ajuste da inflação, revela um índice elaborado pelo portal “Global Property Guide”. A publicação apontou para um aumento de 9,24% dos preços das unidades residenciais em 2017, até ao terceiro trimestre, tendo os últimos três meses do ano passado sido marcados por um crescimento trimestral de 5,49%, o mais forte de toda a lista entre Outubro e Dezembro. Apesar disso, o crescimento de 2017 foi mais lento do que o de 2016, ano em que os preços aumentaram 23,09%, segundo os mesmos cálculos.
Este resultado coloca Macau apenas atrás da Islândia, Hong Kong e Irlanda, mercados onde os preços subiram 12,88%, 12,81% e 11,92%, respectivamente. “O mercado imobiliário de Macau continua forte apesar dos investimentos massivos em infra-estruturas, que vão transformar a conexão entre a região, China e Hong Kong”, refere o relatório.
No total das 45 regiões, cidades e países dos quais existem dados estatísticos sobre habitação com ajustamento à inflação, 30 registaram crescimentos dos preços. Quando se tem em conta o valor nominal, que não tem inclui factores como a inflação ou o poder de compra, 37 locais sofreram subidas e apenas oito tiveram descidas nos montantes das casas. No entanto, mais de metade dos mercados em estudo revelou uma variação mais moderada no ano passado quando comparada com 2016.
As Filipinas apresentam-se como um dos maiores crescimentos económicos da Ásia, tendo expandido 6,7% em 2017, o que representa o sexto ano consecutivo de crescimento acima dos 6%. Em Makati, distrito financeiro de Manila, os preços das casas aumentaram 6,95%.
Em tendência inversa, a China, está a sofrer com políticas monetárias mais apertadas que têm impacto em compradores especulativos. Em Xangai, o preço das casas em segunda mão desceu 1,94% em 2017, em forte contraste com o crescimento de 21,68% de 2016.



