A Polícia Judiciária recebeu duas queixas por abuso de confiança e outra de burla. O dinheiro implicado nos casos ainda não foi recuperado e alguns suspeitos envolvidos na burla encontram-se em fuga

 

Um administrador de uma sala VIP de um casino local apresentou queixa na Polícia Judiciária (PJ) depois de um dos seus empregados alegadamente ter cometido abuso de confiança ao desaparecer com 200 mil dólares de Hong Kong, que se destinavam ao pagamento de serviços técnicos.

O dinheiro foi entregue ao suspeito para que pudesse efectuar um pagamento junto de uma empresa de informática de Macau, mas o indivíduo terá antes usado o dinheiro para jogar num casino. Horas mais tarde, foi detido e terá admitido o crime, mas já não foi possível recuperar o dinheiro, visto ter sido todo gasto no jogo.

As autoridades receberam uma segunda queixa por abuso de confiança, quando um residente recorreu à PJ por acreditar ter sido burlado pelo seu sócio, numa empresa de conservação de energia que geriam conjuntamente. Segundo a investigação, o sócio do queixoso terá falsificado a assinatura deste para poder levantar 188 mil patacas da conta da empresa. O homem acabou mais tarde por ser detido, e justificou as suas acções explicando que tinha de pagar dívidas pessoais com essa quantia.

Por outro lado, a PJ deteve uma cidadã da China Continental num esquema de burla aplicada em casinos de Macau. Segundo as autoridades, o esquema passou por abrir contas em salas de jogo VIP com um passaporte falso. A mulher terá admitido o crime e não se encontrar a agir sozinha, estando o resto do grupo em fuga.

O casino cujo funcionário alertou as autoridades policiais para o facto do grupo apresentar um passaporte falso não terá sido o primeiro onde alegadamente aplicaram o crime, tendo rendido 50 mil dólares de Hong Kong noutro casino.