L'Elisir d'Amore
L'Elisir d'Amore

Entre Setembro e Outubro, Macau volta a ser palco do Festival Internacional de Música, que este ano começa com a ópera “L’Elisir d’Amore” para assinalar o 170º aniversário da morte do compositor Gaetano Donizetti

 

O 32º Festival Internacional de Música de Macau (FIMM) volta a alegrar o território em Setembro e Outubro e nada melhor do que arrancar com uma obra mestra, a ópera em dois actos “L’Elisir d’Amore”.

Quarteto Hagen

A escolha serve para comemorar o 170.º aniversário da morte do compositor Gaetano Donizetti, e passa-se numa pequena aldeia vasca no final do século XVIII. Nesta ópera-bufa (ópera-comica), Nemorino é apaixonado por Adina, que não repara nele, no entanto, fica encantada pelo militar Belcore, acabado de chegar à aldeia. Nemorino aproxima-se então de um charlatão, que surpreendido pela inocência do cliente lhe vende uma poção do amor.

Esta obra criada em duas semanas e estreada no Teatro della Canobbiana de Milão em 12 de Maio de 1832, é agora a obra de abertura do FIMM, que este ano tem o tema “Viver – O Momento na música”, segundo anunciou ontem o Instituto Cultural.

Nesta edição do evento anual está também programada a participação do famoso Quarteto Hagen, bem como do pianista jamaicano Monty Alexander, que trará a atmosfera apaixonada e animada do jazz.

No festival organizado pelo Instituto Cultural, a Orquestra de Macau junta-se à Orquestra Filarmónica de Xangai para apresentar a versão original de 1887 da Sinfonia nº. 8 em Dó Menor de Bruckner, que esteve escondida, durante muito tempo e “toca de forma profunda os sentimentos e inspirações da humanidade”, diz o organizador.

Christian Thielemann e a Staatskapelle Dresden

O cartaz conta ainda com clássicos da Alemanha e Áustria: a Camerata Salzburg, proveniente da cidade natal de Mozart, que com o famoso violinista francês Renaud Capuçon traz a mais pura interpretação da música clássica da escola vienense, demonstrando um fantástico diálogo entre o solista e a orquestra.

Do leque de espectáculos consta ainda a Staatskapelle Dresden. Com mais de 400 anos de história vai apresentar a mais autêntica música alemã, sob a batuta do maestro Christian Thielemann, ao interpretar as sinfonias do compositor romântico Schumann.

Os tão procurados bilhetes do festival, motivadores de filas no primeiro dia de venda ao público, serão disponibilizados em Agosto.

 

L.F.