O problema das inundações nas zonas baixas poderá ser resolvido a longo prazo com a elevação de postos de transformação de energia perto do Porto Interior, revelou a CEM sobre um projecto que ainda está sob análise
A Companhia de Electricidade de Macau (CEM) está a planear recolocar “alguns postos de transformação perto do Porto Interior para níveis superiores”. Uma medida que resolverá “os problemas de inundações a longo prazo” e melhorará a “capacidade da rede eléctrica nas zonas mais antigas da cidade”, vincou a empresa, em comunicado, após um encontro com os media locais.
Em linha com as “medidas de prevenção contra inundações nas zonas baixas da cidade” que têm vindo a ser implementadas com “sucesso”, a companhia espera assim contribuir para “melhorar a resiliência a desastres em Macau”.
Na tese do director do Transporte e Distribuição da CEM, Billy Chan, a prioridade “número um” é “garantir o fornecimento de energia fiável e estável” pelo que a empresa tem vindo a “optimizar a rede eléctrica e a expandir as infraestruturas locais”.
Neste contexto, a empresa materializou já uma série de projectos de larga escala nomeadamente a subestação de 110kV do Hospital do Cotai, da ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, da Barra, da Central Térmica de Macau, entre outras. Além destes, a CEM destaca os planos de substituição das antigas unidades geradoras de energia por unidades a gás mais eficientes e amigas do ambiente.
A ideia passa por “resolver o problema de envelhecimento sério” daquelas unidades na Central Térmica de Coloane que irão garantir um fornecimento “de energia fiável” e colocadas.
Está em curso a avaliação das propostas submetidas no âmbito do concurso internacional lançado em Dezembro de 2017 e que fechou em Abril. Quando estas novas unidades de geração de turbinas a gás ficarem operacionais, a “produção de energia local irá fazer face, em média, a cerca de 30% do total do consumo de energia, podendo aumentar até 50% em caso de emergência”.
Além disso, foi optimizada a rede de média-tensão e elevação de equipamento eléctrico, bem como instalação de barreiras contra inundações, reforço da cobertura da cablagem, instalação de sistemas de alarme de inundação e bombas de depósito nos postos de transformação.
Por sua vez, o técnico superior assessor do Gabinete para o Desenvolvimento do Sector Energético, Lei Chu San, explicou que o fornecimento de energia será garantido pelas estações dos territórios vizinhos, no sentido de reduzir o risco de corte de electricidade.
A estas soma-se o projecto de terceira interligação à China que fornece 80% da energia consumida na RAEM que irá “aumentar a estabilidade e fidelidade” do fornecimento de energia do Continente para o território.



