A Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa anunciou um orçamento superior a três milhões de patacas para a eleição do deputado que vai substituir Ho Iat Seng no hemiciclo
O orçamento para a eleição de um novo deputado, que vai decorrer no dia 24 de Novembro, foi fixado em 3,28 milhões de patacas. Este montante representa cerca de 6% do orçamento total das eleições de 2017 para a sexta legislatura, cujo valor ultrapassou então os 55 milhões de patacas, segundo indicou a Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL).
O deputado, que será eleito por sufrágio indirecto, vai ocupara a vaga do antigo presidente da Assembleia Legislativa (AL) Ho Iat Seng, que renunciou ao cargo e ao mandato a 5 de Julho, para se candidatar a chefe do Governo, numa eleição já marcada para 25 de Agosto.
Em declarações aos jornalistas, o presidente da CAEAL sublinhou que a Comissão seguiu “o princípio de poupança” para determinar o orçamento da eleição suplementar. Segundo Tong Hio Fong, as despesas desta eleição irão envolver, sobretudo, gastos com os trabalhos eleitorais, nomeadamente impressão de cartazes, emissão de vídeos promocionais da eleição nas estações televisivas e de rádio, impressão dos boletins de voto e programas políticos, bem como obras no espaço para a votação e formação de pessoal.
Relativamente ao facto das receitas terem superado as despesas nas contas de algumas listas candidatas às eleições para a AL em 2017, o presidente da CAEAL disse que a comissão considera que a lei vigente não contempla disposições sobre o tratamento a ser dado a assuntos relativos ao saldo da doação. Por isso, a CAEAL pondera solicitar às listas de candidatura a doação do excedente a instituições de caridade.
De acordo com a CAEAL, nesta eleição suplementar, cada pessoa colectiva com capacidade eleitoral activa tem direito a um número máximo de 22 votos. Segundo os cadernos de recenseamento deste ano, há 774 eleitores colectivos efectivos, incluindo 107 do sector industrial, comercial e financeiro, 71 do sector de trabalho, 57 do profissional, 131 dos serviços sociais, 127 do cultural, 23 do educacional e 258 do desportivo.



