A agência meteorológica de Hong Kong avisou que o fenómeno El Niño aumenta o risco de o sul da China ser atingido este ano por supertufões. O director-adjunto interino do Observatório de Hong Kong, Choy Chun-wing, previu que a região seja afectada por entre quatro e sete tempestades tropicais em 2026, menos do que as 14 registadas no ano passado. No entanto, alertou que o El Niño aumenta a probabilidade das tempestades tropicais se transformarem em supertufões. O El Niño é caracterizado por um aumento nas temperaturas da superfície no centro e leste do Pacífico equatorial. Normalmente ocorre a cada dois a sete anos e dura entre nove e 12 meses. O último El Niño, em 2023 e 2024, fez desses dois anos os mais quentes já registados. Esse fenómeno cíclico tem um efeito dominó no clima global por vários meses. Tanto o Observatório de Hong Kong como os Serviços Meteorológicos e Geofísicos de Macau (SMG) prevêem que a época de tufões tenha início em Junho, ou até mais tarde, e termine em Outubro ou mais cedo. No final de Março, os SMG não excluíram a possibilidade de Macau ser afectado por supertufões semelhantes ao “Ragasa”, a mais poderosa tempestade registada no planeta em 2025. Agora, os SMG notaram que, no Verão, há possibilidade de se formar um evento de El Niño “com intensidade média ou superior”, alertando ainda que a precipitação total “será de normal a relativamente alta, com possibilidade para a ocorrência de precipitação extremamente forte”. Entre Junho e Agosto, quando a alta subtropical localizada a oeste do Oceano Pacífico estiver a dominar na região meridional da China, “o estado do tempo na região vai apresentar-se, frequentemente, quente e ensolarado”. Sempre que a alta subtropical enfraquecer, a região fica mais susceptível à influência de sistemas meteorológicos tropicais que, potencialmente, “trazem muita chuva para Macau”, indicaram ainda.



