A DSEJ vai lançar um folheto de educação sexual para os pais ensinarem os filhos. Sobre este tema, o responsável pelo Centro de Educação Moral sublinhou que existem workshops e seminários, conduzidos pelo Governo, para aprofundar este tipo de educação junto dos jovens do território

Viviana Chan

O director do Centro de Educação Moral, que pertence aos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ), garante que a educação sexual disponibilizada pelo Governo acompanha o desenvolvimento da sociedade. Isto apesar de, na semana passada, a responsável dos mesmos serviços, Leong Vai Kei, ter mencionado que as mulheres não devem praticar sexo antes do casamento.

Chan Ngai Hong referiu que normalmente são organizados workshops para filhos e pais e seminários sobre esta matéria. Além disso, existe o programa televisivo “Educação e Juventude Dinâmica” com vídeos educativos.

Chan Ngai Hong ligou ao programa matinal do Ou Mun Tin Toi para revelar que a DSEJ vai lançar, no final deste ano, um novo folheto sobre educação sexual, destinado aos pais. O folheto contém imagens e texto e pretende acompanhar o hábito de leitura dos pais.

A DSEJ salientou ainda que este folheto visa alertar os pais para os problemas do crescimento dos filhos e como lidar com essas situações, como por exemplo, namoro, casamento, crescimento físico. Técnicas de comunicação com os filhos também são ensinadas aos pais.

Em resposta à TRIBUNA DE MACAU, a DSEJ explicou que este folheto pode ajudar a dar educação sexual em casa e inclui conhecimentos sobre autoprotecção, conhecer os riscos da Internet, romance, amizade, casamento e respeito por valores diferentes.

Chan Ngai Hong recordou que o número de conselheiros psicólogos nas escolas era inferior a 10 na década 80, mas agora a equipa tem mais de 220 pessoas. Segundo salientou, o auxílio na escola abrange o ensino não superior, especial e recorrente.

Após a subdirectora Leong Vai Kei ter dito que provavelmente iria encaminhar os alunos para diagnóstico clínico por um psiquiatra, caso o aluno se declarasse homossexual, a entidade veio mais tarde, dizer que se tratou de um mal entendido e um problema de tradução.

No último comunicado, a DSEJ mencionou que os materiais didácticos auxiliares de educação moral e cívica e de educação sexual foram elaborados em articulação com as “exigências das competências académicas básicas”, e salientam que os alunos devem respeitar diferentes valores, recusar a discriminação de qualquer forma, formando a qualidade cívica internacional que devem ter. No ensino secundário complementar, é proporcionada a discussão de temas sobre identidades de género, incluindo o conhecimento do que é a homossexualidade, o respeito pelas pessoas com características de género diversificadas, levando os alunos a aprender como tratar a homossexualidade com uma atitude de igualdade, respeito e tolerância, facultando também slides pedagógicos e documentos de trabalho, para ajudar os docentes a desenvolver os respectivos temas.