Índice de preços da educação subiu 6,06%
Índice de preços da educação subiu 6,06%

A taxa de inflação anual foi estimada em 1,23% em Janeiro, tendo-se registado crescimentos de 6,06% e 4,53% nas áreas da educação e saúde, respectivamente

 

O índice geral médio de preços do consumidor (IPC) subiu 1,23% nos 12 meses terminados em Janeiro, em relação aos 12 meses imediatamente anteriores, informaram os Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Segundo os dados oficiais, os maiores crescimentos nos índices de preços foram verificados nas secções da educação (+6,06%) e da saúde (+4,53%).

Em sentido contrário, verificou-se uma diminuição no índice de preços da secção das comunicações (-5,47%).

O IPC-A, que reflecte a evolução de preços para 50% das famílias residentes, cuja despesa média mensal está compreendida entre 10.000 e 29.999 patacas, aumentou 1,21% .Já o IPC-B, que representa o mesmo indicador para 30% das famílias com uma despesa média mensal entre 30.000 e 54.999 patacas, subiu 1,38%, face ao período anterior.

Por outro lado, o IPC geral de Janeiro de 2018 aumentou 1,74% em termos anuais, reflectindo um crescimento inferior ao de Dezembro de 2017 (+2,04%). Esta subida foi impulsionada principalmente pelo aumento dos preços das refeições adquiridas fora de casa, do vestuário e calçado de Inverno para senhoras, bem como pela ascensão das tarifas dos parquímetros dos lugares de estacionamento público e das rendas de casa.

A DSEC indica ainda que os índices de preços das secções do vestuário e calçado, da saúde e da educação subiram 6,09%, 4,58% e 4,21%, respectivamente, face a Janeiro de 2017, porém, nas categorias das comunicações e da recreação e cultura registaram-se decréscimos de 11,32% e 5,61%.

Em Janeiro, o IPC Geral cresceu ligeiramente 0,06%, em termos mensais. Os preços das secções dos produtos e serviços diversos e dos transportes subiram 0,78% e 0,54%, respectivamente, em termos mensais. Além disso, o índice da secção dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas avançou 0,31%, em termos mensais, devido principalmente ao aumento dos preços das refeições adquiridas fora de casa e da carne de porco fresca. Porém, a diminuição dos preços dos produtos hortícolas e da fruta contrabalançou parte do crescimento.

Por seu turno, os preços das comunicações e da recreação e cultura registaram os maiores decréscimos de 6,39% e 1,10%, respectivamente, em termos mensais, graças à queda nos serviços de telecomunicações e das excursões.