Tanto no ensino superior como básico, o sucesso dos trabalhos deve-se à aposta nos recursos por parte do Governo, nomeadamente na formação de bilingues. Para o Secretário, a educação do território é de “alta qualidade” e supera alguns países da OCDE

 

O Governo “dá grande importância à Educação”, vincou, Alexis Tam considerando que nesta campo os resultados são igualmente positivos e inclusivamente melhores do que muitos outros países e territórios. “Temos resultados muito bons. É reconhecido internacionalmente que Macau tem alta qualidade de educação”, notou.

“Em comparação com outros locais, acho que as nossas medidas são mais adequadas – nomeadamente face à Europa e países da OCDE até apostamos mais. No exame do PISA, os nossos estudantes têm um resultado melhor do que os alunos da OCDE nomeadamente na matemática, leitura e ciência. Temos resultados muito bons”, referiu.

De acordo com o Secretário, o orçamento tem crescido todos os anos em consonância com a meta traçada de “prosperar Macau através da Educação”. “Se o Governo não apostasse tantos recursos a Universidade de Macau (UM) não teria um desenvolvimento tão bom como agora. Tem 10 mil estudantes, muitos dos quais são investigadores, talentos sofisticados e de alta qualidade”, salientou.

Segundo dados que partilhou com os deputados, o orçamento para o ensino básico é superior a 13 mil milhões de patacas. Para a UM foram aprovadas 2,5 mil milhões e para o IPM 900 milhões.

E, segundo reforçou, o sucesso neste campo revela-se também ao nível da formação de bilingues. Perante os pedidos de reforço dos deputados, o Secretário foi claro: o objectivo é posicionar Macau como uma base “importante da formação de talentos”. Se no ano lectivo 2014/15 eram 919 os alunos a aprender Português, no ano passado esse interesse subiu para 1.349. “Iremos ainda reforçar a aposta de recursos para dar apoio à Grande Baía para os estudantes que queiram frequentar cursos em Macau […] temos de definir bolsas de mérito e estudo para ir para Portugal”.

Actualmente, 37 escolas privadas oferecem cursos de Português para um total de 4.400 alunos. E, segundo o Secretário, “iremos aumentar a aposta dos recursos”.

Por outro lado, a deputada Chan Hong levantou dúvidas sobre as condições dos docentes mas para Alexis Tam o apoio financeiro é suficiente e tem respeitado uma tendência de aumento. “O nosso objectivo é, através de apoio dos recursos do ensino, que as escolas possam assegurar a vida dos docentes durante a aposentação. […] Em 2012, o subsídio de desenvolvimento profissional era de 8.640 patacas, e em 2017/18 subiu para 10.350. Para o ano lectivo 2018/19 cada docente vai receber 10.674 patacas”, disse.

 

C.A.