O primeiro dos sete edifícios que constituem o Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas a ficar pronto será o do Instituto de Enfermagem. A empreitada terminará este mês, após um atraso de cerca de um mês, segundo o Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas. Outros cinco blocos têm apenas fundações e o projecto do Hospital de Reabilitação ainda está por concluir

 

Inês Almeida

 

O Edifício do Instituto de Enfermagem será concluído ainda em Outubro com um atraso de cerca de um mês em relação à data inicialmente prevista, devido ao “impacto negativo do mau tempo”, segundo informações publicadas na página electrónica do Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas (GDI).

Este bloco, que é o primeiro a ficar pronto no Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas, tem uma superestrutura com 16 pisos e ainda três de cave e uma altura de 65,75 metros. A área de implantação é de 3.000 metros quadrados e a área bruta de construção de 33.000, referem os dados do GDI.

“A empreitada de construção das estruturas principais que abrange três edifícios e a empreitada de construção do Edifício Residencial para Trabalhadores terão início no quarto trimestre do corrente ano, com conclusões previstas para o ano de 2022”, refere ainda o organismo.

No que respeita à construção do Edifício de Laboratório Central, o GDI diz estar a aguardar a submissão do mapa de quantidades e os documentos necessários pelo serviço utilizador para efeitos de lançamento do concurso da empreitada.

No final do ano passado foi lançado o concurso público para a Empreitada de Construção das Estruturas Principais do Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas que inclui o Hospital Geral, o Edifício de Apoio Logístico, o Edifício de Administração e Multi-Serviços e as infra-estruturas relevantes. A este concurso público foram admitidas empresas não estabelecidas em Macau e o prazo máximo de execução é de 1.150 dias de trabalho.

Estes três edifícios ocupam uma área de implantação de cerca de 23.000 metros quadrados e uma área bruta de construção de cerca de 276.500 metros quadrados. O prazo máximo de execução é de 1.150 dias de trabalho.

Tendo em conta o plano de construção, foram determinadas metas obrigatórias de execução, sendo o prazo máximo para a conclusão da cave até à laje do rés-do-chão de 700 dias de trabalho e o limite para a conclusão do rés-do-chão até à laje de cobertura de 200 dias de trabalho.

Mais especificamente, os dados do GDI mostram que estão concluídos os projectos de cinco dos sete edifícios do complexo hospitalar. As excepções são o Edifício do Laboratório Central e o Hospital de Reabilitação, que ainda aguardam a elaboração do projecto por parte dos Serviços de Saúde (SSM).

O Edifício do Laboratório Central será composto por 18 pisos e três de cave e terá 90 metros de altura. Numa segunda fase será construído também o Hospital de Reabilitação que se prevê que tenha sete pisos e três de cave. O edifício terá 34,95 metros de altura.

 

Principais estruturas custam 7,3 mil milhões

Numa resposta a uma interpelação do deputado Ng Kuok Cheong, os SSM referiram, por outro lado, que o Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas integra o Projecto de Melhoramento das Infra-estruturas do Sistema de Saúde e que a adjudicação da construção das principais estruturas, que deve arrancar nos últimos três meses deste ano, envolve um valor de 7.350 milhões de patacas. A obra tem um prazo de execução de 838 dias úteis.

“A entidade competente pela construção criou um serviço de mediação de trabalhos e materiais, no papel de terceira parte e independente, para controlar e gerir eficazmente todo o custo do projecto, garantindo assim o uso razoável do erário público”, garantiu o organismo.

A construção do Hospital de Reabilitação pertence a uma fase posterior, tendo o anteprojecto sido aprovado condicionalmente. Os Serviços de Saúde “estão a estudar o ajustamento do projecto de concepção original para atender às necessidades inerentes ao envelhecimento populacional e à procura dos serviços de reabilitação no futuro”.

Os SSM acreditam que o Hospital das Ilhas “irá não só atender às necessidades dos residentes das ilhas em serviços médicos especializados, mas também com a introdução de vários equipamentos instrumentos e sistemas de automação sofisticados e avançados destinados ao tratamento médico, elevando bastante o nível de serviços e a sua eficiência”.

Com a padronização do regime de internato complementar, coordenada pela Academia Médica de Macau, bem como com a futura a implementação do “Regime legal da qualificação e inscrição para o exercício de actividade dos profissionais de saúde”, a qualidade dos serviços médicos “será aprimorada ainda mais através de investimento em software e hardware”, promete o organismo.