O Produto Interno Bruto de Macau registou uma subida homóloga de 9,2%, em termos reais, nos primeiros três meses deste ano. O crescimento da economia é justificado essencialmente pelas exportações de serviços e pelo consumo privado
Nos primeiros três meses do corrente ano, o Produto Interno Bruto (PIB) de Macau registou um crescimento homólogo de 9,2%, em termos reais, superando o aumento de 8% verificado no trimestre anterior. Segundo a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), o crescimento da economia entre Janeiro e Março foi impulsionado, principalmente, pelas exportações de serviços e pelo consumo privado.
Os mesmos dados estatísticos mostram que a procura externa se expandiu ainda mais, impulsionando o aumento anual de 16% nas exportações de outros serviços. Além disso, as exportações de serviços de jogo e de outros serviços turísticos cresceram 16,5% e 19,&% respectivamente. A procura interna também voltou a subir, com aumentos anuais de 4,8% na despesa de consumo privado e de 2,2% na despesa de consumo final do Governo.
A DSEC sublinha ainda o facto da despesa de consumo privado ter aumentado “significativamente”, isto é, 4,8% em comparação com o mesmo período do ano passado. Este salto é superior ao do quarto trimestre de 2017, quando avançou 2,7%, e deriva sobretudo de subidas quer do número da população, quer do rendimento do emprego.
Em contrapartida, a despesa de consumo final do Governo desacelerou, crescendo 2,2% em termos anuais, depois de no último trimestre de 2017 ter registado um acréscimo de 5,1%. A DSEC destacou ainda acréscimos de 2,5% nas remunerações dos empregados e de 1,6% nas aquisições líquidas de bens e serviços.
Por outro lado, o investimento do sector público cresceu, melhorando o investimento global em activos fixos, atenuando a descida de 14,1% nos últimos meses de 2017, para 1,9%. Além disso, o investimento em activos fixos do sector público mais que duplicou, crescendo 132,5%, devido ao “crescente investimento na Zona de Administração de Macau na Ilha Fronteiriça Artificial da Ponte Hong Kong – Zhuhai – Macau”.
O investimento em activos fixos do sector privado seguiu a tendência contrária, caindo 16,4% em termos anuais, dada a conclusão de várias obras de grandes empreendimentos turísticos e de entretenimento, bem como de edifícios residenciais.
No período em análise, o comércio externo de mercadorias manteve um comportamento satisfatório, refere a DSEC, frisando que, no geral, “a economia recuperou estavelmente expandindo-se constantemente a procura global”. De realçar os aumentos homólogos de 12,8% nas exportações de bens e de 7% nas importações. Por seu turno, as exportações de serviços apresentaram um comportamento favorável, “tornando-se na principal força motriz do crescimento económico”.
Devido às subidas, tanto das entradas de visitantes, como das suas despesas, as exportações de serviços registaram um acréscimo anual de 16%, observando-se aumentos de 16,5% nas exportações de serviços do jogo, semelhante ao trimestre anterior, e de 19,6% nas exportações de outros serviços turísticos, superior ao do quarto trimestre de 2017 (15,4%). Por seu turno, as importações de serviços cresceram anualmente 34,2%.
I.A.



