Numa reunião com a DST e DSAT sobre o aproveitamento da ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, o sector do turismo mostrou-se muito preocupado com o problema dos guias sem licença. Porém, os Serviços de Turismo prometem fazer inspecções surpresa no posto fronteiriço e punir os guias não licenciados. Por outro lado, vão apoiar a criação de excursões focadas nas “raízes familiares”, junto de residentes das RAE com descendência nas cidades da Grande Baía
Rima Cui
Os Serviços de Turismo (DST) e os Serviços para os Assuntos de Tráfego (DST) reuniram-se recentemente com representantes do sector de turismo de Macau, a fim de recolher opiniões em relação à Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, tendo sido alertados para o problema dos guias sem licença que podem chegar ao território com identidade de turista.
A DST avançou à TRIBUNA DE MACAU que, na ocasião, prometeu reforçar as inspecções no posto fronteiriço da ponte, através de fiscalizações surpresa com o intuito de detectar indivíduos que estejam a desempenhar funções de guias sem a devida licença. “Caso seja descoberto que pretendem exercer funções de guia no território com a identidade de turista, vamos aplicar procedimentos de punições a essas pessoas, directamente e consoante as leis de Macau. Ao mesmo tempo, notificaremos as autoridades competentes da região de origem do suspeito”, garantiu a DST.
Para além disso, o sector turístico também pediu medidas de aperfeiçoamento na área do transporte transfronteiriço de passageiros, frequência de saídas dos veículos de serviço, bilhetes e armazenamento de bagagens. Relativamente a estes pedidos, a DSAT não deu garantias, mas afirmou que irá estudar a viabilidade das propostas e coordenar os respectivos assuntos.
Excursões com “raízes”
“Com o funcionamento da Ponte do Delta, as redes de tráfego das cidades da Grande Baía vão ser aperfeiçoadas gradualmente, o que contribuirá para aumentar a flexibilidade e criar uma maior margem de desenvolvimento para o turismo da região”, destacou a DST.
A este jornal, o organismo revelou que, na próxima etapa, aproveitará a Ponte do Delta, as linhas de comboio rápido das cidades da Grande Baía e o sistema ferroviário urbano de Cantão e Zhuhai, para reunir os recursos turísticos das cidades localizadas no centro e oeste da Grande Baía.
Em concreto, vai encorajar o sector a lançar mais itinerários temáticos, sobretudo excursões destinadas a procurar as “raízes familiares”, para pessoas das RAE com descendência em cidades da Grande Baía.
Além disso, serão impulsionadas excursões culturais e históricas. Nesse domínio inserem-se visitas a locais do Património Mundial e excursões focadas no lazer e gastronomia.
O organismo considera que, para cativar mais turistas a viajar na Grande Baía no modelo de “pacote com várias paragens”, é preciso usar bem os aeroportos principais dentro da Grande Baía, bem como orientar o sector do turismo para lançar excursões com conteúdos mais flexíveis e atractivos.



