Para além de outras formas para optimizar o ambiente de negócios e criar as condições favoráveis de investimento para o sector hoteleiro, o Governo pondera estabelecer um plano específico de apoio financeiro relacionado com o alojamento económico. O programa terá em conta as necessidades do sector e do mercado
VÍTOR REBELO
A Direcção dos Serviços de Turismo (DST) está a estudar a viabilidade de, no futuro, tendo em conta as necessidades do sector e do mercado, implementar um plano específico de apoio financeiro relacionado com o alojamento económico.
Numa resposta a uma interpelação do deputado Lee Koi Ian, a DST refere que o desenvolvimento da dimensão dos estabelecimentos hoteleiros e a quantidade concreta de quartos disponíveis dependerão da procura global do mercado turístico e das decisões comerciais dos investidores. Assim, assevera, continuará a optimizar o ambiente de negócios e a criar as condições favoráveis de investimento para o sector, através do aperfeiçoamento dos respectivos diplomas legais e das formalidades administrativas, “por forma a orientar o mercado para fazer um planeamento mais flexível, de acordo com a tendência de desenvolvimento”.
A revisão e o aperfeiçoamento do procedimento administrativo de licenciamento são outras das apostas de continuidade da DST, com o organismo a sublinhar que coordena com os serviços públicos nas áreas de obras públicas, segurança contra incêndios e saúde no sentido de realizar as reuniões técnicas interdepartamentais com os investidores.
Além disso, este ano, a DST “continuou a promover três planos de apoio financeiro, nomeadamente, o turismo comunitário, a promoção gastronómica e o turismo marítimo, incentivando as associações locais a aproveitarem os recursos comunitários para organizar actividades turísticas diversificadas e dinamizar a economia”.
Prevê-se que as 39 actividades realizadas durante 2026 atraiam mais de 1,86 milhões de participantes e envolvam mais de 2.200 estabelecimentos.
Ainda na resposta à interpelação escrita de Lee Koi Ian, num texto assinado pela directora da DST, Helena de Senna Fernandes, é sublinhado que o Instituto Cultural (IC) continua a proporcionar uma “experiência cultural e turística rica”, através de medidas diferenciadas.
Refere ainda que o IC e o Fundo de Desenvolvimento da Cultura incentivam os designers e os talentos criativos de Macau a desenvolver produtos culturais e turísticos, bem como a colaborarem em múltiplas outras áreas, “por forma a contribuírem em conjunto para o desenvolvimento do turismo cultural”. Deste modo, acentua, “procura-se prolongar a estadia dos turistas em Macau e fomentar o consumo nos bairros”.
Enquanto isto, noutra resposta a uma interpelação dirigida pelo deputado Chan Lai Kei, a DST afirma que está a desenvolver contactos com operadores de serviços de transporte transfronteiriço entre Macau e o Interior da China, estudando a viabilidade de proporcionar aos visitantes internacionais que cheguem aos aeroportos de Cantão e Shenzhen ofertas promocionais de transporte para o território.
Será também organizada uma deslocação do sector do turismo e transporte de Macau a Cantão e Shenzhen, para visitar os aeroportos internacionais daquelas cidades, bem como instalações fronteiriças, e realizar intercâmbios com os principais operadores turísticos de Guangdong. O objectivo é “incentivar o sector a desenvolver produtos de transporte turístico para visitas a Macau que combinem ligações aéreas com transporte terrestre ou marítimo”.



