Confrontada com o caso de “bullying” a um aluno com problemas de audição, a DSEJ garantiu dar especial atenção aos problemas de estudantes com necessidades especiais. Além disso, associa esse problema a questões de desarmonia e problemas de comunicação entre colegas

 

Rima Cui

 

Questionada sobre as definições de “bullying” nas escolas e as medidas de supervisão e protecção de alunos afectados, a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) disse à TRIBUNA DE MACAU que, “durante o crescimento das crianças, existem efectivamente situações de desarmonia devido a problemas de comunicação e convívio com os outros”.

Desde o início do ano lectivo 2017/2018, a DSEJ registou três casos de conflito físico entre alunos, não envolvendo nenhum necessidades especiais.

Sobre as situações em que as escolas tentam esconder os casos, a DSEJ não respondeu directamente, referindo apenas que se for detectado um caso grave, têm a responsabilidade de comunicá-lo de imediato para o organismo actuar.

Dados relativos a 2016/2017, davam conta de pelo menos 53 casos de “bullying” no ensino primário e 64 no secundário.

Recorde-se que a mãe de um aluno com problemas de audição, que frequenta o 6 º ano, acusou o Colégio Mateus Ricci de ter ignorado e escondido episódios de “bullying”, incluindo um em que vários colegas despiram as calças ao filho durante uma aula. O Colégio nunca informou os pais e o vice-director sustentou ser mais adequado classificar o caso como “comportamento entre colegas travessos”.

Garantindo prestar especial atenção aos alunos com necessidades de ensino especial durante o crescimento, a DSEJ asseverou que os professores e assistentes têm uma posição séria, sendo orientados pela Guia de Funcionamento das Escolas, emitido anualmente pelo organismo, sobre o mecanismo de declaração de assuntos graves.

Além disso, garantiu continuar a avançar com acções de formação junto dos funcionários das escolas e dos pais, no sentido de reforçar as estratégias e medidas para ajudar as crianças a resolver problemas de comunicação e convívio. No futuro, a DSEJ planeia estudar as políticas de escolas de outras regiões.

O organismo sugeriu também aos alunos afectados física ou psicologicamente por problemas de comunicação e convívio com colegas que peçam ajuda aos professores e assistentes.
À TRIBUNA DE MACAU, o Gabinete do Secretário para os Assuntos Socais e Cultura afirmou que não tem comentários a fazer, mas irá analisar a situação de forma pormenorizada.