O programa de Doutoramento em Português do Instituto Politécnico vai arrancar já em Janeiro, com 10 alunos, avançou Han Lili, ao Jornal TRIBUNA DE MACAU. A directora da Escola de Línguas e Tradução garantiu ainda que o IPM continuará a apostar em formações complementares para alunos e docentes
Sofia Rebelo
O primeiro doutoramento em Língua e Cultura Portuguesa, como segunda língua, do Instituto Politécnico de Macau (IPM) irá começar em Janeiro, adiantou a directora da Escola Superior de Línguas e Tradução, sublinhando que se trata de “uma iniciativa muito inovadora”.
Durante o primeiro semestre, os alunos frequentarão “um troco comum, nas áreas de formação académica, metodologias e estudos interculturais” explicou Han Lili ao Jornal TRIBUNA DE MACAU. Concluída essa fase, “já podem escolher a sua área de preferência, quer seja didáctica, no ensino de Português, cultura e literatura portuguesas ou estudos de tradução. Se preferirem podem sempre casar as várias vertentes de especialização para fazerem estudos interdisciplinares” explicou a mesma responsável.
O curso, oficializado em Julho, irá arrancar com “10 alunos, mas nas próximas edições iremos ter mais vagas”, avançou Han Lili.
Para os outros níveis de ensino, a responsável assegura que “os cursos de formação de Verão irão continuar” e que o IPM vai aproveitar as pausas lectivas para formação complementar, seja em cursos de curta duração ou conferências. No Verão, as acções de formação serão mais voltadas para os alunos que pretendem integrar o plano de mobilidade e estudantes do Continente. A instituição proporciona também formação complementar ao docentes do IPM durante o mesmo período.
A professora destacou ainda a “relação benéfica para ambas as partes” com Instituto Português no Oriente (IPOR). Dessa colaboração resultam várias iniciativas de formação e até manuais, como é o caso do Guia Lexical para Jornalistas, lançado durante o programa da “Conferência Internacional Macau e a Língua Portuguesa: Novas Pontes a Oriente”, evento também co-organizado pelo IPOR e o IPM.
A responsável considera que estas iniciativas são uma “plataforma para projectar a imagem de Macau como centro de formação de talentos bilingues” e possibilitam ““ekejf”reunir especialistas de vários países na área da tradução”. Han Lili acredita que esta conferência académica irá dar frutos.



