No dia 8 de Dezembro, 1.800 artistas de 80 grupos, incluindo dois vindos de Portugal, vão participar em mais uma edição do Desfile Internacional de Macau, este ano subordinado ao tema “Uma Faixa, Uma Rota”

 

Sofia Rebelo

 

O Instituto Cultural (IC) está a organizar o nono “Desfile Internacional de Macau” que irá ter lugar a 8 de Dezembro reunindo 80 grupos com 1.800 artistas. O evento irá contar com 61 grupos locais e 19 internacionais.

O campo internacional integra associações dos cinco continentes. De Portugal virão dois grupos que se associam a um de Macau para uma actuação que pretende transmitir a harmonia entre Portugal e a RAEM através do chá e da flor de lótus.

A directora artística do “Portugal Artfusion”, Laura Nyogéri, explicou ao Jornal TRIBUNA DE MACAU que “muita da inspiração veio do Jardim Lou Lim Ieoc onde coexistem as flores de lótus e o museu do chá”.

O grupo açoriano da Associação Tradições irá contar com “duas máquinas estilo vintage” que pretendem representar as antigas fábricas, que irão produzir chá durante a performance e que será depois distribuído pelo público.

O “Portugal Artfusion” junta-se para “embelezar esta ilha do chá” recorrendo a várias linguagens artísticas como o teatro físico, ginástica e a dança contemporânea para representar toda a “harmonia, a paz, a beleza a força” da flor de lótus. O grupo local “Macau Artfusion” apresenta o mesmo conceito de “Wonderful World of Lotus”. A proposta apresentada há cerca de um ano ao IC irá ganhar forma numa actuação “interactiva e interessante”.

Por sua vez, a Casa de Portugal irá apresentar-se com o tema do “Mar” entre “outras surpresas”. Elisa Vilaça, directora da Escola de Artes e Ofícios da Casa de Portugal, explicou ao Jornal TRIBUNA DE MACAU que “os descobrimentos e todas as aventuras estiveram sempre ligadas ao mar, e a vida do mar”.

Na hora de escolher os materiais para a concepção de toda a exibição, Elisa Vilaça reforçou a importância do reaproveitamento. Por isso, “os fatos serão feitos de materiais reciclados” e será feito um reaproveitamento através de “uma nova leitura, uma nova forma”, como tenta fazer todos os anos.

Este ano, o Desfile Internacional tem como tema central a iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”, que, conforme salientou a presidente do IC, Mok Ian Ian, “gira em torno das culturas dos países e regiões”, ao longo das Rotas da Seda marítima e continental.

O orçamento “para a maior edição desde 2015” é de 18,2 milhões de patacas, representando um aumento de 4% face ao ano anterior.

A parada vai começar no Largo das Ruínas de S. Paulo pelas 15 horas e deverá chegar à Praça do Lago Sai Van, pelas 19 horas, onde haverá espaço para actuações de vários grupos artísticos e 30 minutos de fogo de artifício.

O desfile percorrerá o Centro Histórico, passando pelo Largo do Senado onde a organização promete uma “festa com fantoches, insufláveis gigantes e stands de jogos”.

Além do desfile, no final do mês a organização irá promover “mais de 20 actividades” junto da comunidade como workshops, palestras festas e um mini-desfile com as associações de Macau.

Durante os três dias que antecedem o “Desfile Internacional”, grupos internacionais irão actuar no Largo do Senado, Praça Jorge Álvares, Jardim do Mercado Iao Hon, Parque Urbano da Areia Preta, Largo de S. Domingos e Anim’Arte Nam Van.