A Polícia Judiciária deteve dois residentes por suspeitas de burla e falsificação de documentos. Pai e filho são responsáveis por uma farmácia onde terão sido emitidos atestados médicos falsos. As autoridades encontraram mais de 154 recibos de pagamento
A Polícia Judiciária (PJ) deteve dois residentes de 72 e 44 anos, pai e filho, por suspeitas de burla e falsificação de documentos. Os dois são responsáveis por uma farmácia onde terão sido emitidos atestados médicos falsos.
As autoridades encontraram mais de 154 recibos de pagamento pelas alegadas consultas na farmácia situada na zona da Areia Preta. Além disso, foram identificados 54 atestados médicos falsos com datas futuras.
A PJ apurou que as pessoas mencionadas nos recibos nunca tiveram consultas naquela farmácia e sublinhou que os documentos foram passados para receber a compensação por parte da companhia de seguros.
Ao mesmo tempo, a operação que contou com a presença de funcionários dos Serviços de Saúde (SSM) identificou ainda 495 recibos de vales de saúde, com valor igual ou superior ao dos vales distribuídos a residentes permanentes, de 600 patacas. A PJ acredita por isso que se trata de um caso de uso abusivo dos vales de saúde nessa farmácia. O Governo terá perdido mais de 200.000 patacas com este esquema.
A porta-voz da PJ referiu que a detenção aconteceu depois de uma denúncia por parte de uma companhia de seguros. O caso envolve duas dezenas de trabalhadores da mesma operadora de jogo.
Na noite de quarta-feira, os Serviços de Saúde (SSM) alertaram para “um crescente número de preenchimentos inapropriados do Modelo M/7, emitindo atestados médicos ou certificados médicos falsos por médicos de alguns estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde, farmácias chinesas e clínicas”. Caso alguém opte por esta prática, estará a incorrer em “falsificação de documentos ou de documentos comprovativos”, refere a nota divulgada pelo organismo.
Entre os casos recentemente detectados, os SSM, que já apresentaram queixas ao Ministério Público, indicaram que uma farmácia chinesa de venda de ginseng falsificava registos de consulta em cooperação com uma clínica ocidental, sem que houvesse um atendimento médico presencial, permitindo aos clientes adquirir ingredientes chineses em troca de vales de saúde no valor de cerca de 160.000 patacas.
Assim, “Serviços de Saúde apelam novamente ao sector médico para que cumpra os deveres profissionais e responsabilidades de gestão”. “Quer profissionais de saúde, quer cidadãos, não devem tentar desafiar a lei por interesses ilegítimos, pois poderão ter de assumir responsabilidade penal”, advertiu o organismo.
V.C.



