O TJB condenou dois agentes do Serviço de Migração à pena de prisão de 21 e de 19 anos, depois de terem ajudado pelo menos 10 pessoas da China Continental a entrar ilegalmente em Macau, através do posto fronteiriço da Flor de Lótus. O caso implica ainda uma local responsável pelos contactos com os ilegais
Rima Cui
Os dois agentes do Serviço de Migração do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) que ajudaram à entrada ilegal pelo posto fronteiriço da Flor de Lótus foram condenados com penas de prisão de 21 e de 19 anos. Além disso, uma cúmplice vai cumprir pena de prisão de sete anos, por ter sido intermediária nos negócios. No julgamento, os dois polícias admitiram no Tribunal Judicial de Base (TJB) a maioria das acusações.
O primeiro arguido tem 29 anos e entrou na corporação em 2009, enquanto o segundo tem 32 anos e sete de experiência no cargo. A “intermediária”, residente de 33 anos, encontrava-se desempregada.
Segundo o jornal “Ou Mun”, a Polícia Judiciária descobriu o caso em Junho do ano passado, altura em que os dois agentes ajudaram alguns indivíduos a atravessar a fronteira com o uso de veículos, cobrando-lhes entre 10 mil e 30 mil dólares de Hong Kong, depois de terem contactado a arguida. Para além disso, foi ainda revelado que os agentes policiais chegaram a conduzir e a levar os ilegais à fronteira, de modo a diminuir a possibilidade de serem apanhados pela polícia.
A PJ apurou que o esquema ajudou pelo menos 10 cidadãos da China Continental a entrarem ilegalmente em Macau, arrecadando 300 mil dólares de Hong Kong.
Quanto aos ilegais interceptados, sete foram condenados a pena de prisão entre um ano e meio e 18 anos, sendo que outro foi sentenciado a pena de prisão de nove meses com pena suspensa de dois anos.



