Até ao final do corrente ano, o total das dívidas líquidas das operadoras do jogo de Macau poderá ascender a cerca de 25 mil milhões de dólares americanos (mais de 202 mil milhões de patacas ao câmbio actual), montante que representa cinco vezes mais do que no período pré-pandémico, caso a China Continental mantenha as “rígidas restrições” de viagens no segundo semestre de 2022 e as receitas do mercado de massas permaneçam nos níveis registados em Março e Abril (18% da fase pré-covid), alertou o banco de investimento Morgan Stanley, revendo em alta as estimativas feitas em Março, que apontavam para 22,8 mil milhões de dólares. Além disso, “se a flexibilização de viagens na China for adiada para o segundo semestre” do próximo ano, a dívida líquida total poderá aumentar para 27 mil milhões de dólares (218 mil milhões de patacas) no final de 2023, acrescenta o relatório elaborado pelos analistas Praveen Choudhary, Gareth Leung e Thomas Allen. Apesar do contínuo crescimento das dívidas, os três analistas acreditam que, exceptuando o caso da SJM Holdings, as operadoras de casinos em Macau deverão ter liquidez suficiente para suportar mais de dois anos de operações, num cenário projectado com base nos resultados financeiros reportados no primeiro trimestre de 2022. Por sua vez, considerando igualmente os custos operacionais registados nos três primeiros meses deste ano, a SJM será capaz de aguentar cinco meses, podendo esse período subir para 20 meses depois da empresa concluir o seu plano de refinanciamento.



