O BNU interpôs em Portugal com uma acção de cobrança de uma dívida de 60 milhões de patacas à Maló Clinic, avançou o semanário Expresso

 

O Banco Nacional Ultramarino deu entrada no Tribunal da Comarca de Lisboa, em Portugal, com uma acção de execução para a cobrança de uma dívida à Maló Clinic, no valor de 6,3 milhões de euros, ou seja cerca de 60 milhões de patacas.

Numa notícia avançada pelo semanário Expresso e citada pela Rádio Macau, é explicado que este processo é “um efeito colateral da suspensão da licença que a Maló Clinic tinha para operar em Macau”. O incumprimento aconteceu no final de 2017, “devido à queda das receitas determinada pelo encerramento temporário das operações em Macau”.

A Maló Clinic referiu ainda que “já está a negociar outro empréstimo com o BNU, de modo a pagar a dívida e retomar a actividade em Macau, mas já sem o grupo Taivex, com quem mantinha uma parceria desde 2013”.

Recorde-se que em Janeiro deste ano, a TRIBUNA DE MACAU adiantou que as instalações do Hospital de Dia TaivexMalo no Venetian foram seladas por ordem do Tribunal e a pedido do BNU, já depois da suspensão de actividade por parte dos Serviços de Saúde (SSM).

A licença do Hospital de Dia “TaivexMalo”, a operar no Venetian, foi suspensa por 180 dias, entre 23 de Novembro de 2017 e 21 de Maio de 2018, por decisão dos Serviços de Saúde, que encontraram provas de realização de tratamentos ilegais na área de oncologia e procriação medicamente assistida. Para além disso, havia indícios de tráfico e contrabando de medicamentos oncológicos. Os SSM aplicaram multas a quatro médicos e um enfermeiro, e outra à clínica.

O hospital foi fechado e o caso seguiu mesmo para o Ministério Público. Por outro lado, conforme também avançou a TRIBUNA, a empresa proprietária do Venetian enviou a 7 de Dezembro uma carta de despejo à PHC-Pacific Health Care, que detinha a licença do Hospital de Dia TaivexMalo, dando 40 dias para retirar das suas instalações todos os serviços existentes, sendo que esse prazo já expirou.