A directora do Jardim de Infância D. José da Costa Nunes prevê que a instituição reúna condições para, no prazo de dois anos, abrir uma sala nova e considera que a contratação de educadoras de infância não é difícil

 

Salomé Fernandes

 

Marisa Peixoto, directora do Jardim de Infância D. José da Costa Nunes, admitiu querer a abertura de mais uma sala daqui a dois anos, tendo em conta o elevado número de interessados na instituição de ensino, que realizou no sábado mais um Dia Aberto.

“Não será para já, mas temos capacidade, na minha opinião de conseguir ter mais uma sala. Não muito mais do que isso porque apesar de termos algum espaço perderíamos qualidade. Mas, pelo menos mais uma penso que sim”, disse em declarações à TRIBUNA DE MACAU. Para o próximo ano lectivo existem 240 registos na Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, indicou a directora, um número significativamente superior ao que a escola consegue acomodar.

A ideia tem sido motivada pela procura, mas já tinha sido conversada. “Este ano [lectivo] para os [alunos com] três anos abrimos quatro salas, e nos quatro anos o grupo tem apenas três salas. Por isso para ficar equilibrado, deveriam ser quatro salas para os de três, quatro e cinco anos. Por isso não seria algo para já. Mas a ser, talvez no ano em que estes meninos de quatro anos terminarem, se a procura continuar como até agora”, explicou.

Para além de continuar a atrair crianças portuguesas, a instituição que tem como língua veicular o português, mantém a tendência de suscitar o interesse a famílias cuja primeira língua não é essa. A proporção, indicou Marisa Peixoto, é de “50-50”, acrescentando ainda que, “apesar de algumas crianças terem descendência ou nacionalidade portuguesa e não falam português, têm algum contacto com a língua”.

A adição de uma sala representaria a necessidade de mais funcionários. Questionada sobre a contratação de educadoras de infância, a directora respondeu que “demora algum tempo mas não é difícil”. “Temos conseguido sempre ter educadoras a tempo, temos é de prever e fazer as coisas com alguma antecipação”, disse.

O jardim de infância, que ensina o mandarim, o cantonense e o inglês como línguas estrangeiras, foi concebido para aceitar crianças dos dois aos seis anos. No Dia Aberto, os pais puderam conversar com os professores e ver o espaço. Um dos projectos para o futuro passa precisamente por “realizar mais algumas actividades em conjunto com os pais, e abrir um pouco mais à comunidade para participar nas nossas actividades que poderão ser abertas”, indicou a directora da instituição.

Em relação à adesão ao Dia Aberto do Costa Nunes, explicou que “as educadoras que estiveram nas salas a receber os pais disseram que tiveram as salas bastante cheias com crianças novas, prováveis futuros alunos”.