As qualificações dos recém-nomeados líderes da Wynn Macau estão a ser avaliadas pela DICJ, no rescaldo do escândalo que levou à demissão de Steve Wynn. O director Paulo Martins Chan defende que o caso não afecta o sector em Macau

 

A demissão de Steve Wynn da presidência da Wynn Resorts e Wynn Macau levou à escolha de novos representantes da concessionária na RAEM, que estarão a ser avaliados pelo Governo.

O director da Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) lembrou que, de acordo com a lei, têm de ser analisadas as credenciais e qualificações dos novos representantes, nomeadamente Matthew Maddox (administrador e director executivo) e Allan Zeman, presidente não executivo.

Questionado sobre a eventual existência de queixas de abusos sexuais nos empreendimentos da Wynn na RAEM, Paulo Martins Chan disse que não se conhece qualquer caso.

“Isso dificulta muito a nossa investigação por razão territorial. Nós chegámos a mandar um ofício ao ‘Gaming Control Board’ do Nevada para nos informar caso haja alguma evolução da situação. Penso que eles vão fazer uma investigação. Naturalmente eles têm melhores condições para aceder às pessoas, às provas, que nós não temos aqui. Aguardamos as notícias deles”, afirmou à Rádio Macau.

Por outro lado, Paulo Martins Chan defendeu que o desenvolvimento do sector de jogo local encontra-se numa fase de amadurecimento, estando todos os aspectos abrangidos por normas legais, por isso não está preocupado com um possível impacto do caso na indústria local.

Após a demissão de Steve Wynn, os preços das acções da empresa na Bolsa de Hong Kong chegaram a subir ontem 9%, tendo fechado a sessão com um aumento de 8%.

 

As mesas electrónicas e o futuro do Jockey

Noutro âmbito, relativamente às queixas de funcionários do jogo que temem que as mesas de bacará electrónicas afectem a saúde, o director da DICJ indicou que, durante o processo de aprovação desses equipamentos, foram analisados relatórios de Hong Kong, Singapura e China Continental que indicaram não haver problemas. Apesar disso, a DICJ pediu aos Serviços para os Assuntos Laborais para inspeccionar a situação “in loco”.

Paulo Martins Chan assegurou ainda que estão para muito breve novidades sobre o futuro do Jockey Club, cujo contrato de concessão termina no final deste mês. Na sequência de queixas, foi realizada uma inspecção nas cavalariças, tendo sido feitas algumas exigências em termos de aperfeiçoamento de instalações degradadas.