O Instituto Cultural apresentou uma denúncia na polícia sobre danos na Colina da Ilha Verde, envolvendo o corte de árvores e o arranque de plantas. A situação foi detectada pelos moradores e levou à detenção de um residente, de 62 anos. O individuo diz ter limpo 600 metros quadrados da colina para instalar equipamentos de ginástica

 

Rima Cui

 

A Colina da Ilha Verde voltou a ser alvo de destruição, com árvores arrancadas e o terreno lavrado. Depois de ter sido notificado pela Associação de Beneficência Mútua dos Moradores do Bairros da Ilha Verde, o Instituto Cultural (IC) destacou pessoal para avaliar a situação e, segundo a vice-presidente do organismo, irá agir consoante a Lei de Salvaguarda do Património Cultural.

De acordo com a imprensa em língua chinesa, depois da inspecção, o IC confirmou que os actos apresentam indícios criminais, pelo que alertou as autoridades policiais.

No dia 30 de Dezembro, a Polícia Judiciária (PJ), deteve um suspeito de 62 anos de idade, que já foi encaminhado para o Ministério Público por suspeitas de dano qualificado.

De acordo com as autoridades, o residente foi detido enquanto fazia exercício na colina e junto a si tinha uma foice, placas de madeira e uma botija de gás. O homem declarou que vive numa habitação social perto da colina e que pretendia usar o terreno para instalar equipamento desportivo. A área danificada tem 600 metros quadrados

No local, e antes da detenção, Leong Wai Man explicou que o IC precisa de colaborar com outros organismos governamentais, incluindo as autoridades policiais. Aproveitando a situação, recordou que, caso descubram situações de danos no património cultural, os cidadãos podem apresentar queixa junto do IC, através da “Informação do Público sobre o Património Cultural de Macau” no site do “Património Cultural de Macau”.

Tendo em conta que a Colina da Ilha Verde é classificada como património cultural, todas as obras ou trabalhos relacionados com essa zona carecem de pareceres obrigatórios e vinculativos do IC para poder avançar. Qualquer acto na colina que não respeite essas regras, pode incorrer em crime, reiterou a vice-presidente do Instituto Cultural.