Na terceira fase do Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo foram detectadas 12 casos suspeitos de alegada falsificação de documentos e burlas. O Governo promete maior fiscalização
Viviana Chan
A Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) detectou 12 casos de infracções graves durante a terceira fase do Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo que, entretanto, já foram encaminhados para serem investigados pelo Ministério Público (MP) ou pela Polícia Judiciária (PJ).
O chefe da Divisão de Extensão Educativa da DSEJ indicou que até ao final da terceira fase do Programa, no mês passado, foram conduzidas mais de 1.700 inspecções e emitidas 150 cartas de advertência. Segundo o “Ou Mun Tin Toi”, as infracções em causa envolvem alegada falsificação de documentos, burla, e até um caso de um centro de aprendizagem que alegou ter organizado determinadas actividades, o que depois se veio a descobrir não corresponder à verdade.
Perante esta situação, a DSEJ promete adoptar uma fiscalização mais abrangente ao programa, para assegurar o bom uso do erário público.
Na terceira fase do programa, as autoridades aprovaram mais de 45.000 cursos, por isso, a DSEJ acredita que o volume de infracções registado é baixo. De qualquer modo, frisou Wong Chi Iong, o organismo tem tolerância zero face a estas situações.
Num balanço do desenvolvimento do programa foi destacada a participação de 96.000 residentes e mais de 200.000 inscrições, uma vez que um residente se pode inscrever em vários tipos de formação. O montante envolvido atingiu 360 milhões de patacas, abrangendo cursos de gestão, tradução, línguas e informática.
Na terceira fase do programa foram disponibilizadas 6.000 patacas a cada residente da RAEM para investir em cursos de aprendizagem, com o objectivo de elevar as suas qualificações e competências individuais.



