As despesas públicas de Macau subiram 4,9% nos primeiros sete meses do ano, sobretudo devido a um aumento nos gastos com apoios sociais, de acordo com dados oficiais. Um relatório publicado ‘online’ pela Direcção dos Serviços de Finanças (DSF) indica que Macau gastou até ao final de Julho 53,2 mil milhões de patacas, 48,7% do previsto para todo o ano. A principal razão para a subida das despesas foi o reforço dos gastos em apoios e subsídios sociais, que cresceram 14,7%, para 31,3 mil milhões de patacas. Pelo contrário, os gastos com obras públicas – o Plano de Investimentos e Despesas da Administração (PIDDA) – recuaram 9,3% até Julho, para 8,75 mil milhões. O orçamento para este ano já previa uma queda de 8,6% no PIDDA, que inclui grandes projectos como a Linha Leste do metro ligeiro. Tal como a despesa pública, também a receita corrente de Macau subiu 8,6%, para 67,9 mil milhões. A principal razão para o aumento foi um acréscimo de 9,3%, para 58,3 mil milhões de patacas, nas receitas dos impostos sobre o jogo. Com as despesas a crescer menos do que as receitas, o território registou um excedente nas contas públicas de 15,8 mil milhões de patacas, mais 29,7% do que até Julho de 2025. No orçamento para 2026, o Governo tinha previsto um excedente muito menor, no valor de 5,22 mil milhões. O território terminou 2025 com um excedente nas contas públicas de 19,9 mil milhões de patacas, mais 26,1% do que no ano anterior.



