Alguns deputados da 3ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa insistem que a gravação de som não é suficiente para assegurar o bom funcionamento dos táxis. Assim, voltaram a pedir a instalação de câmaras de vídeo

 

Deputados da 3ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa sugeriram a inclusão de um sistema de gravação de vídeo dentro dos táxis, em vez do sistema de som. O presidente da comissão, Vong Hin Fai disse que a maioria dos deputados defendeu essa possibilidade na discussão na especialidade da revisão do Regulamento do Transporte de Passageiros em Automóveis Ligeiros de Aluguer ou Táxis, considerando que a gravação de vídeo pode assegurar melhor os interesses dos passageiros e dos próprios taxistas.

Os representantes do Governo prometeram estudar as sugestões e consultar a opinião do Gabinete de Protecção dos Dados Pessoais.

Vong Hin Fai apontou ainda que poucos deputados discordam da instalação do aparelho de gravação de som, alegando que o combate às infracções dos taxistas deve focar-se no problema essencial.

De acordo com o “Exmoo News”, Vong Hin Fai revelou que a propriedade dos dados obtidos, através de gravador, foi uma das questões discutidas na reunião. Revelando que alguns deputados se mostraram contra a ideia de passar os dados obtidos ao Governo, salientou que no sistema das “caixas negras” dos aviões os dados ficam no aparelho ou são guardados pelos proprietários.

O Executivo indicou que pretende que os proprietários de táxis fiquem com os dados obtidos e contratem um fornecedor confiável para a instalação do aparelho.

Por outro lado, segundo o “Ou Mun Tin Toi”, Vong Hin Fai adiantou que a comissão recebeu uma petição com 1.700 assinaturas de taxistas e irá agora ponderar as opiniões do sector com vista à sua eventual integração no parecer.

 

Atrasada criação da companhia do Metro por falta de tempo

Raimundo do Rosário admitiu que a criação da empresa pública que irá gerir o Metro Ligeiro é mais um dos itens do projecto que está atrasado. O Governo tinha garantido anteriormente que o processo de constituição da empresa estaria concluído no segundo trimestre deste ano, mas tal não aconteceu. À margem de uma reunião na AL, o Secretário para os Transportes e Obras Públicas confessou que não teve tempo suficiente para fechar esse dossier. Questionado sobre a possibilidade de atraso na entrada em funcionamento do Metro Ligeiro, prevista para 2019, Raimundo do Rosário negou e assegurou que nunca deu essa garantia.

 

V.C.