Alguns deputados voltaram a mostrar-se descontentes com os mecanismos de imputação de responsabilidade aos dirigentes e às chefias. Referindo o relatório do Comissariado contra a Corrupção (CCAC) relativamente ao aumento de casos suspeitos de corrupção, José Pereira Coutinho indicou que “a responsabilidade terá de começar sempre do topo da cadeia hierárquica dos titulares dos principais cargos públicos, nomeadamente os Secretários que tutelam a maioria dos serviços públicos que prestam serviços públicos que os cidadãos esperam ser de qualidade”. Sulu Sou indicou mesmo que “primeiro é o subordinado a ser o bode expiatório e depois há o superior hierárquico que lava as mãos e não exige responsabilidade ao seu subordinado”. No caso dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG), Sulu Sou sugeriu que, para além do ex-director, “o Secretário também tem as suas responsabilidades”. A Secretária para a Administração e Justiça indicou que “procedemos a uma revisão dessa matéria (responsabilização dos dirigentes) e é um trabalho que tem de ser feito de forma geral porque implica, por um lado, o regime sancionatório e, por outro lado, o relatório de chefia”. De qualquer modo, Sónia Chan garantiu que o Executivo está a assumir uma atitude de tolerância zero perante qualquer irregularidade.
S.F.



