Apesar do Governo ter afirmado que não vai escolher outra localização para construir o depósito e armazém de substâncias perigosas, Ng Kuok Cheong sugere que aquelas instalações sejam erguidas na Ilha Artificial da Ponte da Delta – uma zona que considera ser viável
Viviana Chan
Ng Kuok Cheong questionou o Governo sobre a proposta de construção de instalações provisórias depósito e armazenamento de substâncias perigosas quando se podia antes avançar com edifícios definitivos. Segundo recordou, numa resposta remetida em 2017, o Governo apontou para a existência de estudos de viabilidade para a construção daquelas instalações na Ilha Artificial da Ponte da Delta. Esse estudo, critica, deveria ter ficado concluído nesse mesmo ano.
Na tese do deputado essa localização é, de resto,
mais viável pois não vivem lá pessoas e tem boas acessibilidades de transporte. De resto, Ng Kuok Cheong sugere como segunda hipótese um novo aterro urbanístico ou a criação de uma nova ilha – desde que afastada de zonas habitacionais.
Como o projecto de construção do depósito e armazém de substâncias perigosas em Seac Pai Van tem gerado muita polémica, o Governo deve ser comunicativo, promovendo uma maior cooperação com a população para resolver o problema da localização do depósito que, actualmente, está na Ilha Verde, vinca o deputado.
Se por um lado os moradores de Seac Pai Van já anunciaram um protesto na próxima semana, para tentar travar a construção do depósito naquele bairro, por outro lado, os moradores da Ilha Verde estão preocupados com o armazém provisório de combustíveis que se encontra naquela zona.
Ng Kuok Cheong afirmou que o projecto de depósito de substâncias perigosas em Seac Pai Van é uma alternativa para a instalação da Ilha Verde, no entanto, esta serve apenas para combustíveis. Posto isso, não é um local favorável em termos logísticos. “O Corpo dos Bombeiros explicou recentemente que as substâncias perigosas (como por exemplo, botijas de acetileno) estão nos estaleiros ou nos edifícios industriais e embora não pertençam a um nível elevado de perigo, precisam de tratamento especial. Por isso, o ideal é estarem colocados num depósito”, referiu.
Nesse sentido, deve-se continuar a pensar em alternativas porque actualmente as substâncias perigosas são armazenadas em zonas próximas de residências.



