A falta de infra-estruturas complementares do posto fronteiriço de Macau da Ponte do Delta e o agravamento do trânsito mereceram críticas de vários deputados na sessão plenária de ontem
O deputado Si Ka Lon apontou a falta de infra-estruturas complementares do posto fronteiriço de Macau da Ponte do Delta como desapontante para residentes e turistas, classificando-a de “muito grave” e prejudicial à imagem turística da RAEM. “Na minha opinião, a origem destes problemas reside na negligência dos pormenores na actuação do Governo e na falta duma visão longa no planeamento”, acusou.
Para solucionar o problema, o deputado sugeriu que o Governo impulsione a entrada de operadores de transportes “a curto prazo e o mais rápido possível, no posto fronteiriço, aumentando a frequência das carreiras de autocarros nas horas de ponta”. Para além disso, sugeriu a optimização das vias públicas junto do posto fronteiriço e a respectiva concepção, nomeadamente através do alargamento da via pública da Pérola Oriental em direcção à ilha artificial.
Au Kam San acusou o Governo de desconsideração pelas críticas levantadas, nomeadamente aos avisos sobre o congestionamento na Rotunda da Amizade, considerado um “ponto negro” de trânsito.
“Só que, naquela altura, os referidos governantes menosprezaram a situação e até responderam, em público, que não seriam muitos os veículos autorizados a entrar em Macau, portanto, era de crer que não ia haver pressão no trânsito. Só que, mesmo que os veículos sejam poucos, continuam a existir e, mais, existem também muitos ‘shuttle buses’, portanto, não será que vai aumentar a pressão na referida rotunda? Isto é um problema que qualquer pessoa com mentalidade normal consegue perceber, por isso não sei se os governantes são mesmo tolos ou se estão a fingir, e o resultado é: o problema surgiu logo após a abertura da ponte”.
Nesse seguimento, apelou às autoridades para construírem duas pontes na Rua dos Pescadores e no lado leste do Reservatório para desviar o trânsito da rotunda em questão. Neste contexto, Ho Ion Sang considera necessário “conceber e definir a calendarização da construção das faixas para fazer a ligação à zona A, pela Rua dos Pescadores, Reservatório e Terminal Marítimo”.
Acresce a este apelo a sugestão de redução do itinerário da carreira 101X, o aumento da circulação de autocarros, a criação de carreiras para ligar a ponte e os outros postos fronteiriços. Para além disto, Ho Ion Sang acusou que no edifício do posto fronteiriço “há́ também falta de elementos comerciais, muitas instalações básicas ainda não entraram em funcionamento e não há́ lojas nem estabelecimentos de comida para os turistas aí comerem ou comprarem lembranças”. Ao nível do uso do espaço, propôs uma cooperação com pequenas e médias empresas e organizações das indústrias criativas para dar resposta às necessidades de consumo dos residentes e turistas.
S.F.



