Seis agentes do Corpo de Polícia de Segurança Pública foram demitidos das suas funções por ordem do Secretário Wong Sio Chak na sequência de um caso de associação criminosa e outro envolvendo consumo de estupefacientes e substâncias psicotrópicas

 

O Secretário para a Segurança emitiu dois despachos de pena de demissão envolvendo seis agentes do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) no activo e um reformado. Estão envolvidos na composição de uma associação criminosa que usavam os “seus poderes para ocultar e dar favorecimento aos actos ilegais praticados por criminosos”, lê-se na secção o “Alarme Sempre Soa” da página oficial do Gabinete de Wong Sio Chak.

O caso remonta a 14 de Janeiro de 2016, data da detenção de cinco agentes no activo e um aposentado. Todos foram indiciados pela PJ por crimes de associação criminosa, favorecimento pessoal praticado por funcionários, corrupção passiva para o acto ilícito e, consequentemente, entregues ao Ministério Público. Os suspeitos acabaram por ter como medida de coacção prisão preventiva.

Na altura, Wong Sio Chak lamentou “profundamente o envolvimento dos agentes policiais, suspeitos de abuso de poder, em actividade criminosas graves”.

Noutro caso, o Secretário também emitiu ordem de demissão a um guarda principal suspeito de consumo ilícito de estupefacientes e de substâncias psicotrópicas, num caso que remonta a 5 de Abril. Nessa altura, a Polícia Judiciária (PJ) recebeu uma denúncia sobre consumo de droga dentro de um quarto de um hotel localizado no COTAI.

Após a investigação, foram interceptados no dia seguinte três suspeitos, do sexo masculino, incluindo um guarda principal do CPSP. O caso foi encaminhado para os órgãos judiciais, tendo o CPSP concluído o processo disciplinar ao agente a 19 de Março.

Na altura, em relação ao polícia suspeito de consumo de droga, o CPSP lamentou “profundamente” o sucedido reiterando que “dá sempre a maior importância ao comportamento disciplinar dos agentes, bem como se preocupa com a saúde individual dos mesmos”. “Esta corporação policial não tolera que os seus agentes violem a lei e as regras de conduta, pelo que esta matéria será objecto de tratamento imparcial e conforme o direito”. Apesar do processo ter sido concluído no final do último mês, o agente viu as suas funções suspensas preventivamente em Abril de 2017.

A “direcção do CPSP ordenou de imediato ao pessoal de chefia para avisar todos os agentes desta polícia para terem em atenção o presente caso e cumprirem rigorosamente a lei e a disciplina”, referiu, instando os agentes a prestarem “mais atenção” à “saúde, física e psicológica”. “Além de servir-se do grupo de acompanhamento de agentes para conhecer casos ocultos, deve, simultaneamente, estimular os agentes para participarem mais nas actividades culturais, recreativas e de bem-estar benéficas, no intuito de lhes criar hábitos de vida saudável”, salientou.

 

C.A.