Com duas décadas de existência no território, a Associação de Pequenas e Médias Empresas recorda a importância de reforçar a formação de jovens comerciantes, tendo este espírito dado origem à recém-criada Associação de Formação de PME do Grupo Delta Ásia. O Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura incentivou as PME a enriquecerem a oferta de produtos e serviços e promoverem mais actividades culturais e artísticas

 

Rima Cui

 

Para assinalar o 20º aniversário da Associação de Pequenas e Médias Empresas (PME) de Macau, a entidade criou a Associação de Formação de PME do Grupo Delta Ásia, com o objectivo de reforçar as capacidades de inovação e criatividade dos jovens comerciantes.

Na cerimónia que assinalou a efeméride, o director, Stanley Au apontou que a associação conta actualmente com cerca de mil membros, dos quais dois terços são empresas e os restantes comerciantes. “Decidi trazer a sede do Grupo Delta Ásia de Hong Kong para Macau em 1998, com o intuito de ajudar as PME a participarem em trabalhos de transição, procurar oportunidades de negócios, aumentar a capacidade e melhorar o ambiente comercial. Os êxitos obtidos nas duas décadas são irrefutáveis”, salientou.

Para o líder do grupo Delta Ásia, alguns dos sucessos mais importantes foram a ajuda prestada a PME para que conseguissem mais vagas de trabalhadores, a organização de formações laborais e visitas ao estrangeiro para ajudar a “abrir horizontes”.

Sobre o futuro, Stanley Au enfatizou o objectivo de promover o método de ensino STEM – baseado nas áreas das Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática – e apostar na indústria 4.0 concretizando assim a diversificação do sector industrial de Macau.

 

Alexis Tam dá três sugestões às PME

Na mesma ocasião, o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura exaltou a importância das PME para o desenvolvimento da cidade e o seu contributo, que permitiu empregar um quarto da população de Macau, numa altura em que vão também entrar numa “nova ronda de oportunidades”.

Em primeiro lugar, Alexis Tam sugeriu às PME que aproveitem bem a integração de Macau na Rede de Cidades Criativas no ramo da Gastronomia da UNESCO, enriquecendo conteúdos dos seus produtos e serviços, nomeadamente adicionando elementos das áreas do cinema, música, cultura, design, artesanato, entre outras, para que se tornem mais atractivas.

Além disso, as PME foram instadas a contribuir para a promoção de mais actividades artísticas e culturais. “Macau tem muitas igrejas e templos, mas isso não é suficiente para garantir que os turistas visitem Macau mais do que uma vez”, sublinhou Alexis Tam.

Nesse sentido, o Governo vai continuar a desenvolver mais iniciativas culturais de nível internacional, tais como exposições de artistas e concertos, para cativar mais turistas e elevar o consumo.

No âmbito da indústria cultural e criativa, o Secretário espera que haja uma maior integração das PME, porque existem várias políticas preferenciais do Governo nesta área. Neste ponto, considera que Rua dos Ervanários é um bom exemplo.

Por outro lado, Alexis Tam lembrou ainda o grande mercado derivado da Grande Baía, onde as PME locais podem encontrar novas oportunidades.