Mais financiamento e reforço de troca de informações foram alguns pedidos formulados por delegados dos países participantes do Fórum de Macau. Na mesma reunião, o secretário-geral adjunto do Fórum manifestou o desejo de que os países participantes se esforcem para melhorar o ambiente de investimento e informação

 

Alguns delegados dos países participantes do Fórum de Macau alertaram para as necessidades de financiamento e reforço da troca de informações. As intenções foram manifestadas durante a 3ª reunião do grupo de trabalho da cooperação da capacidade produtiva do Fórum de Macau, que decorreu em Pequim, na semana passada.

Segundo o Secretariado Permanente do Fórum, os delegados-participantes recomendaram também a “utilização de várias fontes de financiamento e fundos disponíveis para implementar mais projectos, bem como promover cada vez mais a cooperação da capacidade produtiva através de mecanismos bilaterais e multilaterais”.

Por sua vez, o secretário-geral adjunto, Ding Tian, sublinhou os “esforços conjuntos entre os governos e as empresas dos países participantes do Fórum de Macau” que classificou como “indispensáveis” para a cooperação da capacidade produtiva sino-lusófona. Além disso, defendeu que cabe também aos países participantes empenharam-se com vista a “melhorar constantemente o ambiente de investimento e informação para projectos de investimento, aproveitando da melhor forma possível a plataforma do Fórum de Macau para trabalho de promoção”.

O mesmo responsável indicou que o planeamento futuro deve ser construído com base no facto da razoabilidade e num cálculo “rigoroso” dos riscos para que a cooperação se possa “concentrar em projectos viáveis suportados por medidas favoráveis para incentivar o sector empresarial, criando condições para que as empresas identifiquem os projectos promovendo simultaneamente a implementação das medidas criadas”. “Para o próximo passo, as actividades de encontro para a capacidade produtiva irão continuar, esperando um melhor desenvolvimento e complementaridade assumido pelo Fórum de Macau na sua vertente de mecanismo de cooperação multilateral”, rematou.

Já o conselheiro comercial do departamento de cooperação do Ministério do Comércio, Zheng Chao, referiu que a relação entre a China e os países lusófonos está numa “fase-chave do seu desenvolvimento”. Zheng Chao espera que se “possa caminhar para um aprofundamento do desenvolvimento e da integração, um reforço da cooperação trilateral, expandindo novos horizontes e, com um espírito de total abertura, desempenhar adequadamente o papel de plataforma e eixo de ligação” para uma “nova era da cooperação”.