São precisos mais centros de dia direccionados para os idosos, os quais devem ter horários mais flexíveis e devem estar espalhados pelas diferentes zonas do território, para reduzir os custos e tempo de deslocação das pessoas necessitadas. Estas são as sugestões da FAOM, que realizou recentemente um inquérito neste âmbito. Mais de metade dos 1.557 inquiridos é a favor da flexibilização destes serviços
A procura de serviços para idosos tem crescido à medida que o envelhecimento da população se torna mais acentuado, “especialmente com a concentração da densidade populacional”. Por isso, a Zona Norte é uma das que mais tem evidenciado problemas relacionados com estes cuidados.
De acordo com um inquérito levado a cabo pela Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) sobre a procura de centros de dia naquela zona do território, mais de metade dos 1.557 inquiridos é a favor da flexibilização dos serviços de cuidados de dia. Os questionários foram recolhidos entre Agosto e Outubro deste ano.
No geral, mais de 80% disseram estar satisfeitos com estes serviços, mas o nível de satisfação global “é afectado por factores como o longo tempo de espera, locais inconvenientes e horários de funcionamento insuficientes”, revelou a associação, segundo a imprensa em língua chinesa.
Para resolver este problema, foi proposto que sejam criados mais centros. “Deve ser considerada a possibilidade de aumentar o número de serviços de cuidados de dia para os idosos, com mais centros na comunidade, em instalações de serviços públicos existentes, instalações comerciais adequadas ou locais públicos não utilizados”.
O problema da localização destes espaços também “deve ser resolvido”, com a sugestão de que sejam criados serviços para as várias zonas existentes, de forma a reduzir o tempo e custos de deslocação dos utentes. “Além disso, o horário de funcionamento do serviço deve ser aumentado, tendo em conta o facto de alguns idosos ainda precisarem de ficar nos centros de dia até ao final da tarde, ou de alguns familiares só poderem ir buscar e deixar os idosos depois do trabalho”, defendeu a FAOM.
“É igualmente necessário reduzir o tempo de espera, o que pode ser melhorado através do aumento da eficiência do trabalho e dos recursos humanos”, acrescentou a associação. Os cuidados ao domicílio, por sua vez, também devem ser “bem aproveitados”, principalmente para os idosos que apenas precisam de apoio parcial.
Por outro lado, quase 50% afirmaram não ter conhecimentos suficientes sobre os serviços de cuidados de dia. Neste sentido, a associação pediu ao Executivo que “crie um sistema de registo que permita conhecer e compreender a procura de serviços existente, de modo a fornecer informação de apoio à formulação de políticas”, bem como “considere a possibilidade de simplificar os procedimentos de aprovação para a criação destes centros de dia e tornar o processo de candidatura transparente”.
A FAOM defendeu ainda que o Governo “tem a obrigação de disponibilizar recursos de assistência social adequados e apropriados e de os direccionar para as pessoas certas, de modo a que os serviços de cuidados temporários possam ser concretizados num futuro próximo”.



