Davis Fong entende que a entrada no mercado de novas operadoras de jogo está dependente da capacidade das actuais satisfazerem as necessidades associadas ao posicionamento da RAEM enquanto Centro Mundial de Turismo e Lazer. O deputado acredita que ainda este ano o Executivo poderá avançar informações sobre este tema

 

Inês Almeida

 

Quando chegar ao final o prazo de concessão das actuais licenças de jogo em 2020 e em 2022, há duas opções para a acção por parte do Governo, aponta Davis Fong. “Número um: mediante uma justificação, o Chefe do Executivo pode autorizar a extensão da actual concessão por não mais que cinco anos. A segunda opção é um novo concurso. Isto significa que no final do contrato de concessão actual, o Governo pode receber propostas de quaisquer potenciais concorrentes”, frisou o deputado nomeado e especialista em jogo.

De qualquer modo, Davis Fong defende que, caso o Executivo opte por não renovar alguma das concessões, tal não deverá ser um choque para a operadora em causa. “Quando assinaram os contratos, em 2002, elas [operadoras] ficaram a compreender que no final do contrato o Governo abriria um novo concurso. É o que está na lei e temos de a cumprir”.

“O prazo das primeiras concessões expira em Março de 2020 e ainda temos dois anos. É algum tempo e o Governo pode tomar uma decisão, mesmo ainda durante o ano de 2018 porque já estamos perto dessa data”, considera o deputado.

No entanto, se o Executivo quiser alterar a lei que rege a concessão das licenças de jogo surgem novos problemas. “É preciso tempo, um grande debate. Por isso, independentemente da decisão que vai tomar, o Governo tem de informar os investidores o mais cedo possível para se poderem preparar para o que vai acontecer”.

Davis Fong pronunciou-se ainda sobre a possibilidade de surgimento de uma sétima operadora defendendo que tudo está relacionado com o actual papel de Macau. “A RAEM tem um novo posicionamento como Centro Mundial de Turismo e Lazer, é preciso saber se as actuais seis operadoras de jogo conseguem ajudar Macau a atingir estes objectivos. Se a resposta for positiva, não me parece que seja preciso novas concessionárias. Se for negativa, devemos estar abertos a isso porque temos de ter uma sétima ou oitava operadora para ajudar a cumprir os objectivos”, frisou.