Várias associações lusófonas de Macau vão organizar a “Semana d’África”, evento que visa dar a conhecer à população local os problemas que mais recentemente afectam aquela parte do mundo. O programa inclui uma palestra, um jantar e uma exibição cultural

 

Inês Almeida

 

Para “mostrar um pouco do que é África e os problemas mais recentes” dessa área geográfica à população de Macau, será organizada uma “Semana D’África”. A ideia partiu da Associação de Guineenses Naturais e Amigos da Guiné-Bissau, Associação de Amizade Macau – Cabo Verde, Associação dos Amigos de Moçambique e Associação dos Sãotomenses e Amigos de São Tomé e Príncipe.

“A ideia geral é procurar mostrar um pouco do que é África e os problemas mais recentes, de forma resumida, obviamente, ao público de Macau”, explicou o presidente da Associação dos Sãotomenses e Amigos de São Tomé e Príncipe à TRIBUNA DE MACAU.

António Costa acredita que “o público de Macau precisa de saber os problemas que África enfrenta nos dias de hoje”. Além disso, “queremos lançar a ideia de que tipo de África os africanos pretendem no futuro”. Por isso, existe no programa uma questão: “Que África Queremos?”. “É uma expressão com a qual procuramos resumir um conjunto de problemas que África neste momento enfrenta e o que é que poderemos fazer para que sejam resolvidos”, frisou.

Os eventos arrancam na sexta-feira, 25 de Maio, que é o Dia Internacional de África, e terminam a 2 de Junho. “Não pudemos deixar de trazer às comemorações vários estudantes do ensino superior africanos que estão em Macau. Temos estudantes no Instituto Politécnico e Universidade de Macau que vão estar connosco e fazer, além de outras coisas, uma exibição da cultura africana”.

A abertura desta semana dedicada a África está agendada para as 18:30 do dia 25, na Universidade de São José (USJ), seguida de uma palestra intitulada “Falar de África”. “A abertura, na USJ, é aberta ao público e é acompanhada por um cocktail. Pretendemos levar alguns petiscos africanos feitos por nós e pelos estudantes”. No mesmo dia haverá “uma mini-exposição de peças de artesanato e outras coisas de cultura e arte africana”.

Para o mesmo dia está marcada uma palestra que juntará Carlos Frota, ex-embaixador de Portugal que vai falar das relações diplomáticas e económicas entre a China e África, Graça Sanches, que abordará a questão da igualdade de género nos países africanos de língua oficial portuguesa, em particular, Cabo Verde, e Ângelo Rafael, doutorando da UM a estudar as vivências do estudante africano na Ásia – Macau.

Para o dia seguinte está agendado um jantar convívio “com toda a comunidade africana em Macau, mas que será aberto ao público”. “Temos inscrições que já estão a decorrer e todos os interessados se podem inscrever através de uma nota que enviámos para diversas instituições, até ao dia 20, explicou António Costa, acrescentando que, “como o espaço é limitado, se chegarmos ao limite que o restaurante aceita, as inscrições vão ser interrompidas”. O jantar tem um custo de 350 patacas para adultos e 250 para as crianças.

O programa da semana continua a 28 de Maio com um “workshop” de artesanato intitulado “Manejar Texturas Africanas” e no dia 30 uma sessão de cinema na Fundação Rui Cunha, também aberta ao público. “[O filme] chama-se “Contrato” e retrata um pouco de Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. É uma situação histórica muito interessante e os cabo-verdianos e são-tomenses conhecem-na muito bem. Vale a pena ir ver o filme”, frisou o dirigente associativo.

Além disso, está agendada uma manifestação cultural intitulada “Mãe África”, na Vila da Taipa. “Pedimos ao Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais para actuar ao ar livre e já temos autorização. Brevemente podemos divulgar mais detalhes mas vai ser muito interessante porque são estudantes em Macau numa das ruas de Macau, ao ar livre, mostrar o que sabem da dança africana”, sublinhou António Costa. No total, entre 10 e 15 estudantes estarão na zona da Escola Luso-Chinesa da Taipa no último dia de celebrações.